Onda Vermelha endurece restrições. Bares e restaurantes só podem abrir até 19h.

Por Publicado em:03/06/2021 | Atualizado em:29/11/-0001 113

Depois deste horário só no sistema delivery (entrega). Porém, bebidas alcoólicas não podem ser consumidas no local enquanto comércio estiver aberto.

A “criatividade” dos técnicos do programa governamental Minas Consciente continua funcionando. A partir do próximo domingo, dia 6, vai existir uma “onda mais vermelha”, como algumas pessoas estão chamando, para as macrorregiões Triângulo do Sul, Sul, Oeste, Leste do Sul e Centro Sul.

É que nessas regiões a situação está mais grave do que nas demais e, assim, além das restrições impostas pela Onda Vermelha, existirão mais três proibições:

- Proibição de eventos, de atrativos culturais e naturais;
- Proibição de (funcionamento) academias, clubes e salões de beleza; 
- Alimentação em Bares e Restaurantes, limitados até 19h; após este horário, apenas delivery, sem retirada em balcão (isto é, o motoboy entrega, mas o comprador não pode ir lá, buscar seu produto, e retirar no balcão).

Outras seis macrorregiões continuam com as restrições da Onda Vermelha “normal”. Três macrorregiões (Norte, Triângulo do Norte e Vale do Aço) estarão na Onda Amarela.

 

Em Itaúna a Prefeitura já havia determinado, a partir de ontem, que os supermercados só podem atender em sistema de rodízio de CPFs; que é proibido a venda de bebida alcoólica para consumo no local e que bares, restaurantes e lanchonetes devem funcionar apenas até 22 horas.

Com a mudança do Estado, na “onda mais vermelha”, continua valendo a questão da proibição da venda de bebidas alcoólicas para consumo no local e rodízio de CPFs nos supermercados. Em relação ao horário de funcionamento de bares e restaurantes, vale a determinação do Estado: só até 19 horas. Porém, continua valendo a proibição de não servir bebida alcoólica para consumo no local.

 

Opinião pública se manifesta

Cidadãos ouvidos peça reportagem apontam que estas medidas são no sentido de “dar uma justificativa ao público”, e que “não têm efeito prático”. O entendimento é de que não se pode implantar “meio lockdown”. “Ou fecha tudo, ou não fecha setores determinados só para dizer que está fazendo alguma coisa”, apontou um dos cidadãos ouvidos pela reportagem.

No caso específico das medidas da Prefeitura as maiores críticas são ao rodízio de CPFs. Muitos apontam que “é fácil de burlar, usando CPF emprestado”. Também apontam o fato de “os pequenos, que têm apenas uma loja, são os únicos prejudicados, pois os grupos, com várias lojas, fazem o rodízio invertido entre as lojas e continuam atendendo a todo mundo”, apontam. E o maior problema, na visão dos críticos é: “não há fiscalização, principalmente nos bairros”.

Quanto às medidas do Minas Consciente, já viraram piada: “a cada dor de barriga um remédio diferente, mas continuam comendo as mesmas porcarias”, resumiu um cidadão mais bem humorado.

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