ÔNIBUS - Não terá aumento da passagem neste ano

Por Publicado em:26/11/2021 | Atualizado em:29/11/-0001 169

Empresa pede reajuste e subsídio de R$ 8 milhões, mas Prefeitura não deve aprovar reajuste nos próximos 4 meses

transporte de passageiros em Itaúna, a ViaSul, protocolou pedido de reajuste no preço das passagens. Em outra via, solicitou, através de protocolo no Ministério Público – MP, pagamento de subsídio no valor de R$ 8 milhões pela Prefeitura para, segundo alegações, repor as perdas com o período da pandemia do Coronavírus. Para sustentar os pedidos, a empresa alega queda no número de passageiros e consequente prejuízo, prejudicando assim o equilíbrio financeiro previsto na concessão do serviço.
A reportagem ouviu a gerente de Trânsito da Prefeitura, Cíntia Valadares, e, conforme as informações, não existe possibilidade de um reajuste no preço das passagens em Itaúna, pelo menos para os próximos 4 meses. Assim, até o final do primeiro trimestre de 2022, o preço da passagem de ônibus em Itaúna deverá permanecer em R$ 4. Em relação ao pagamento de subsídios, tentado pela empresa, também é praticamente certo que o Município não seja obrigado a esse pagamento.
Conforme Cíntia Valadares, a questão da redução do número de passageiros no período mais agudo da pandemia foi contrabalanceado com a redução do número de ônibus circulando, redução no quadro de horários e, ainda, a retirada dos trocadores dos ônibus. Destacou também que a empresa atua, ainda, com 70% da frota e só mantém os horários de antes da pandemia nos momentos de pico. “Existe redução de horários entre as 14 e as 15h40, por exemplo. Também ocorre a redução após as 11 horas”, destacou a gerente de Trânsito.

Outros pontos apontados pela servidora do Município é que a frota da empresa não foi renovada e que aconteceu redução no quadro de trabalhadores com a retirada dos trocadores dos ônibus. Tudo isso seria um “alívio” nas despesas da empresa, que contrapõe à queda do número de passageiros. Disse ainda Cíntia Valadares que foi formada uma comissão na Prefeitura que analisa o pedido de reajuste. A gerente não soube informar o índice pedido pela ViaSul.
Nos bastidores da Prefeitura a reportagem apurou que dificilmente acontecerá o reajuste no preço das passagens, apesar dos aumentos nos combustíveis e peças de reposição, como pneus. Também pesaria a questão de o último reajuste ter ocorrido em 2019. Porém, pelo menos até os primeiros meses de 2022, a expectativa é de que nenhum aumento das passagens seja concedido.

Sobre o subsídio pedido

Informações não oficiais são de que dificilmente esse pedido seja atendido. A comissão que analisa a questão dos preços das passagens está em contato permanente com servidores das cidades de Varginha, Contagem, Ribeirão das Neves e Uberlândia, conforme apurou a FOLHA, onde o pedido também foi protocolado. Nenhuma dessas cidades concedeu o reajuste.
Outra informação, também não oficial, é de que apenas cidades com população acima de 200 mil habitantes é que devem ser determinadas pela Justiça a fazer pagamento de subsídio às empresas de transporte público. Mesmo assim os valores são menores do que o pretendido. O município de Juiz de Fora, por exemplo, com população superior a 500 mil habitantes, fez o repasse de R$ 11,9 milhões às empresas. Lá, a passagem custa R$ 3,75.

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