ARTES PLÁSTICAS - Divinopolitana expõe em Paraty

Por Publicado em:03/12/2021 | Atualizado em:29/11/-0001 368

“O momento foi tão mágico que até a chuva parecia comemorar. As diversas obras expostas davam a impressão de uma enorme colcha de retalhos de infinitas histórias. Eu não conhecia nenhum artista pessoalmente, mas parecia que nossas almas já se conheciam há tempo. Então foi um encontro de almas e trocas de saberes”, disse a artista plástica Geralda Aparecida de Araújo Guevara, a Gê Guevara, moradora de Divinópolis, ao saber que teve seu trabalho selecionado para compor o acervo permanente do Minimuseu de Arte Naïf (Miman) de Paraty. O Minimuseu fica no centro histórico da cidade carioca e é ponto de visita de milhares de turistas, anualmente.
O espaço abriu as portas ao público em 20 de novembro e 122 artistas compõem o acervo do museu. A obra selecionada para o Minimuseu leva o título de “Reminiscências”. Gê Guevara disse que “a obra me inspirou aos lugares dos meus antepassados. Esse lugar me vem à mente como era antigamente. A árvore grande já não existe mais, mas eu sempre a coloco”, ao “localizar” o seu trabalho. Em paralelo à abertura do museu, ocorreu a 2ª Mostra Literária Naïf de Paraty, com o tema “Mulheres da literatura, um poema Naïf”. A exposição é composta de produções de artistas de Naïf criadas em ilustração a obras de literatura escritas por mulheres.
O Centro-Oeste Mineiro, mais uma vez através de Divinópolis, está presente na mostra literária de Paraty, com Adélia Prado, cujas obras “Vestido” e “O Pelicano” foram ilustradas, respectivamente, pelas artistas de Naïf Waldecy de Deus, da cidade de Carapicuíba (SP), e Rimaro, de Cuiabá (MT). A arte Naïf é geralmente produzida por autodidatas que não têm formação acadêmica no campo das artes. As características desse tipo de arte englobam, com frequência, a composição plana, bidimensional e o uso de muitas cores.

Um pouco de Gê Guevara

A artista nasceu em Belo Horizonte e mora em Divinópolis há mais de 20 anos. Trabalha como assistente social na Prefeitura de Itaúna. A artista conta que considera cada uma de suas obras verdadeiras manifestações de luta e resistência contra a opressão historicamente enraizada em nosso cotidiano.
“A transição de 2018 para 2019 marcou o início de um intenso envolvimento meu com a arte Naïf como meio para traduzir as questões sociais nas diversas manifestações de violência e exclusão social”, destaca Ge Guevara. Para conferir outras obras de Ge Guevara, acesse https://www.instagram.com/geraldaguevara/.

Compartilhe esta notícia