Vereadores derrubam proposta do Conselho LGBTQIA+

Por Publicado em:01/07/2022 | Atualizado em:29/11/-0001 90

Enquanto pessoas passam fome, outras não conseguem emprego, muitos enfrentam filas intermináveis para obter uma consulta médica, grupos políticos debatem discursos ideológicos e elevam à pauta do dia as questões dos costumes. Os problemas do dia a dia, como a inflação, a falta de atendimento médico, a corrupção que não acabou e nem acaba, as ruas esburacadas, a conclusão de obras inacabadas não são abordados, “porque não dão votos”, como afirmou um político recentemente. Enquanto isso, debates que nada mudam na realidade das pessoas, como a proibição de banheiros unissex – os comércios dos bairros, por exemplo, aqueles mais simples, estão fora da lei, com um banheiro apenas – e outros temas de costumes, recebem total atenção.

E em Itaúna não é diferente. Na reunião da terça-feira, 28, com o plenário cheio, chiliques de uns, gritos de outros, ofensas de ambas as partes, foi rejeitada a proposta da vereadora Edênia Alcântara, que pedia a criação do Conselho Municipal LGBTQIA+.
Conforme disse a vereadora, a proposta era no sentido de garantir o direito da comunidade foco da proposta. Por outro lado, contrários ao projeto afirmavam estar garantindo a integridade das famílias. Outros apelaram ainda para o sentido “cristão” de suas opiniões.
Foram 12 votos contrários ao projeto, com algumas afirmações machistas e “religiosas” expressas em tom bélico ao proferir a opinião. Votaram a favor a autora do projeto e Márcia Cristina. Da Lua e Carol Faria não estavam presentes ao encontro regimental. Várias outras propostas foram aprovadas na reunião, sem debates ou com alguns poucos comentários.

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