RAPIDINHO NA CÂMARA - Aprovado “cheque em branco” de R$ 60 milhões para o prefeito

Por Publicado em:01/07/2022 | Atualizado em:29/11/-0001 86

Neider pediu mais 20% de remanejamento do orçamento. Até agora já foram liberados 40%

Em reunião extraordinária ocorrida na Câmara de Itaúna, na tarde de ontem, sexta-feira, 1º, rapidamente os vereadores aprovaram o remanejamento pedido de mais 20% no orçamento municipal, o que representa liberdade para o prefeito manusear cerca de R$ 60 milhões em verbas orçamentárias. Com esta aprovação, que quase não teve polêmica, diferente da votação da criação do conselho LGBTQIA+, já foram autorizadas suplementações de 40% do orçamento aprovado para este ano, o que representa algo em torno de R$ 120 milhões em seis meses.

A suplementação é a autorização que os vereadores dão ao prefeito de mudar o que havia sido votado no orçamento destinado ao ano em curso. Assim, de um orçamento de R$ 300 milhões, R$ 120 milhões em verbas poderão ser alterados. Na prática, pode ser mudada a destinação de recursos para esse quantitativo, o que torna a votação do orçamento e a própria feitura do mesmo – que demanda estudos, trabalhos técnicos, cálculos (ou deveria demandar) – em atos dispensáveis.
Para conseguir a aprovação, a justificativa da Prefeitura foi de que os recursos se destinam ao pagamento do piso nacional aos professores, repasses para o hospital, obras de asfaltamento e tapa-buracos. Também explica que a suplementação é necessária devido ao excesso de arrecadação, muito disso devido às várias emendas de deputados liberando asfalto para a cidade.

Os 20% conseguidos são suficientes para fazer os repasses para o Hospital de menos de R$ 3 milhões no total; aumento de 33% na folha total do pessoal da educação e não só das professoras (menos de R$ 4 milhões ao mês, portanto R$ 48 milhões em um ano, mais 30% = R$ 15,8 milhões); e mais os R$ 30 milhões previstos para asfalto neste ano (já constavam, em sua maioria, no orçamento aprovado) .E restariam ainda mais R$ 10 milhões. Realmente, um cheque em branco. Na votação, Da Lua se absteve, afirmando que não tinha segurança em aprovar com as informações que lhe foram passadas. Os demais aprovaram, rapidinho...

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