AUTOMÓVEL CLUBE - Matéria e grupo de debate nas redes sociais geram reação na Justiça

Por Publicado em:29/11/2019 | Atualizado em:29/11/2019 185

Presidente do clube rebate informações da oposição e anuncia ação cível e criminal contra “detratores”

Na semana passada um jornal da cidade publicou matéria informando que um grupo de pessoas está formando chapa para disputar as eleições para a direção do Automóvel Clube de Itaúna. Além da matéria no jornal, um grupo teria sido formado no WhatsApp e, segundo apurado pela reportagem, estão sendo veiculadas informações inverídicas e acusações contra a atual direção do clube. O atual presidente do Automóvel Clube, advogado Fabrício Simonini, procurou a reportagem da FOLHA e rebateu as acusações, informando ainda que está preparando ações cíveis e criminais para questionar os “detratores” na Justiça. Disse também que fará pedido de direito de resposta ao jornal S’passo, que publicou a matéria. 

Conforme o advogado, em momento algum ele foi procurado pela reportagem do referido jornal para colocar a sua versão sobre o que estava sendo apontado e que vê essa atitude como, no mínimo, antiética e não profissional. O que mais incomodou o presidente do clube teriam sido as afirmações de que o clube estaria “abandonado” e que não são repassadas informações aos sócios da instituição. Fabrício também questionou a atitude de alguns dos membros do movimento que estariam agindo com truculência, exigindo, inclusive, informações relativas a outras pessoas, sem que tenham anuência das mesmas. “Não negamos quaisquer informações sobre o clube, porém informação relativa à situação do sócio individual só pode ser dada a ele ou a alguém a quem ele autorize legalmente”, disse o presidente. 

Documentação e relatório de ações 

À reportagem da FOLHA, Fabrício apresentou um relatório de realizações de seu mandato, iniciado em 2018 e com data de término para 2019, em 31 de dezembro. Também apresentou alguns documentos relativos ao funcionamento do clube e comentou sobre as ações de sua diretoria. “Assumimos o clube com despesa mensal com funcionários em torno de R$ 10 mil e hoje baixamos esse custo para algo em torno de R$ 2,5 mil. Neste período quitamos despesas de ações trabalhistas de ex-funcionários, em valor bastante significativo. Somente com um ex-funcionário tivemos despesa com indenização no valor de R$ 45 mil, pagos em 6 parcelas. Ainda estamos quitando a dívida relativa ao INSS deste funcionário, que não havia sido pago. Na questão de festas, por exemplo, estávamos sem o alvará do Corpo de Bombeiros e precisamos fazer uma série de adequações para consegui-lo, o que já está resolvido e o documento será liberado até o final de janeiro, conforme nos foi garantido. Neste caso o MP acionou o clube e estamos na fase de conclusão deste auto”, disse. 

Fabrício também afirmou que sua diretoria negociou com o Banco Itaú, demandando uma ação revisional de aluguel, quando conseguiu aumentar o valor cobrado, sendo que o banco queria pagar bem menos, o que demandou tempo e trabalho dos diretores. “Fizemos a reforma do telhado do clube, de onde tiramos cerca de 5 caçambas de entulho. Trocamos vasos sanitários, fizemos várias obras de reforma e manutenção, tendo sido necessário atuar em toda a rede elétrica do clube”, afirmou, esclarecendo que “o clube não está abandonado, estamos trabalhando e muito para colocar tudo em ordem”, arrematou. Concluindo, o advogado disse que está sendo feito o levantamento de toda a situação documental do clube, atualizando cadastros e que a proposta é, no próximo ano, se reeleito, fazer um chamamento público para atualizar a situação dos cerca de 1.200 sócios. Sobre a eleição, informou que está sendo acertado os detalhes finais para a realização da eleição, o que teve dificuldade devido à situação documental dos sócios com direito a voto, distribuídos nas classes A, B e C. O Automóvel Clube foi fundado em 14 de Abril de 1918, tendo completado 100 anos no ano passado. O Estatuto do clube data de 1956. A atual diretoria é formada por Fabrício Simonini, presidente; César Soares de Carvalho, vice; Rossi de Faria Gonçalves, secretário; Otacílio Marinho, tesoureiro; Gilson Moreira de Faria, suplente de secretário; e Rogério de Faria Gonçalves, suplente de tesoureiro. Para votar e ser votado é necessário ser o titular proprietário de cota do clube.

O outro lado 

A reportagem ouviu alguns integrantes do movimento oposicionista, que negaram terem feito “denúncia”, mas, sim, participado de um movimento que pretende dar uma “nova roupagem ao Automóvel Clube”, tornando-o “mais atuante na vida itaunense e com mais transparência”. Uma das bandeiras dos membros da chapa de oposição que deve ser montada é o repasse de parte da renda auferida com o clube para entidades filantrópicas itaunenses. Um dos membros do movimento afirmou que “o que nos incomoda é a falta de informação, a falta de transparência para com as coisas do clube, afinal o sócio é proprietário daquele patrimônio e quer ser informado de tudo que é feito ali”. Outros membros ouvidos afirmaram que o grupo busca “clareza” nas ações da diretoria. 

A matéria divulgada anteriormente afirma que o grupo já conta com cerca de 150 participantes e que fazem parte dele Vouga Nogueira, Idervan Nogueira Junior, Emanuel e Ângelo Braz de Matos, Sérgio Nogueira (Tarefa), Tânia Batista, Santuza Dornas, Pedro Coutinho Moreira, Antônio Fernandes Quadros (Tondé), Virgínia e Patrícia Gonçalves Nogueira, Laura Celestino Araújo, Sandra Carvalho, Igor Dornas, Ângelo de Freitas, Ricardo Márcio Oliveira e Francisco Mourão. Algumas das pessoas procuradas pela reportagem afirmaram não fazer parte da chapa e que apenas participaram de um ato em que foi debatida a situação do clube. Alguns que falaram ao jornal pediram para não ser identificados “porque ainda não tem nada definido em relação às eleições”. A reportagem apurou que alguns dos nomes apontados não são titulares de cotas, o que é condição para votar e ser votado nas eleições que deverão ser marcadas ainda para o próximo mês.

Última modificação em Sexta, 29 Novembro 2019 16:21

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