CORONAVÍRUS - Itaúna pode parar em abril!

Por Publicado em:17/03/2020 | Atualizado em:19/03/2020 435

“Talvez tenhamos que fazer o fechamento completo do comércio, na fase mais grave”, disse o prefeito Neider Moreira, em entrevista coletiva à imprensa, na manhã da quinta-feira, 18, em seu gabinete, quando anunciou várias medidas a serem adotadas no combate ao coronavírus. E acrescentou que “se as pessoas insistirem (em não seguir as orientações oficiais) vamos endurecer”, afirmou ao responder à pergunta da FOLHA sobre a possibilidade de acionar a polícia para fazer cumprir as determinações oficiais. O prefeito abriu sua fala afirmando que “o momento é muito sério, extremamente sério. Tudo que for feito antes, para prevenir, pode parecer alarmante. Mas tudo que fizermos depois (de o vírus se espalhar) vai parecer insuficiente. Por isso vamos tomar todas as medidas necessárias, medidas duras, mas necessárias, para achatar a curva de ascensão dos casos de coronavírus em nossa população”, afirmou o prefeito.

E explicou: “pode chegar o momento em que muitos casos acontecerão ao mesmo tempo. Nessa situação, não teremos condições de atender a todos os casos, sistema de saúde nenhum, de todo o mundo tem essa capacidade. Assim, nossa tarefa é fazer com que os casos aconteçam ao longo de uma linha do tempo prevista para 60, até 90 dias. Assim, poderemos atender a todos os casos. E é para achatar esse gráfico (de casos ocorridos), ao longo do tempo, dentro da capacidade de atendimento que possuímos, que vamos tomar todas as medidas possíveis, necessárias”, disse.

O que pode ocorrer e o que as autoridades trabalham para que aconteça

Para explicar as ocorrências possíveis e o que precisa ser feito para que ocorram menos casos simultâneos, façam a seguinte comparação: existe um número possível de casos que podem ocorrer, vamos calcular 50 casos. Existe um período para que esses casos aconteçam, vamos trabalhar com 50 dias. E existe uma capacidade de atendimento-dia para estes casos. Vamos trabalhar com um caso-dia. Assim, se as ocorrências forem distribuídas conforme o prazo, isso é, um caso por dia, não haverá problemas. Todos serão atendidos. Agora, se ocorreram 10 casos em um dia, 9 casos ficarão sem atendimento naquele dia. Esse é o problema. E se for feito um esforço sobre-humano para atender a todos estes casos, os demais casos, que não são de coronavírus (acidentes, agressões, infarto, AVC) terão que deixar de ser atendidos. O risco é muito grande. Assim, todas as medidas que estão sendo tomadas são no sentido de que aconteçam menos casos por dia, tudo dentro da capacidade de atendimento da rede de saúde do município. E isso só se consegue com menos pessoas sendo expostas ao vírus.

Algumas medidas adotadas pela Prefeitura, que passam a valer a partir de agora:

- Aulas suspensas, no mínimo até o final do mês de março;

- Todos os eventos oficiais, incluindo as áreas de esportes, cultura, assistência social, suspensos no mínimo até o final deste mês de março;

- Não será liberado alvará nem apoio para realização de nenhum evento que possa reunir mais de 10 pessoas;

- Suspensas as cirurgias eletivas e consultas agendadas. Os atendimentos nos postos de saúde somente serão para casos de urgência;

- Suspensão de férias e licenças de todos os funcionários da área da saúde;

A FOLHA continua acompanhando a crise do coronavírus e trará notícia novas a qualquer instante.

Última modificação em Quinta, 19 Março 2020 10:21

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Equipe Folha -

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