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Construção de novo presídio continua sendo “um sonho”

Por Publicado em:02/03/2019 | Atualizado em:12/03/2019 6145

O diretor do presídio de Itaúna, Weslley Sérgio Oliveira Santos, compareceu à Câmara na reunião de terça-feira, 26, atendendo a convite formulado pelo vereador Lucimar Nunes, presidente da Comissão de Direitos Humanos, para tratar do caso da morte de um detento, ocorrida no dia 14 de fevereiro.

O diretor do presídio de Itaúna, Weslley Sérgio Oliveira Santos, compareceu à Câmara na reunião de terça-feira, 26, atendendo a convite formulado pelo vereador Lucimar Nunes, presidente da Comissão de Direitos Humanos, para tratar do caso da morte de um detento, ocorrida no dia 14 de fevereiro. O tema era específico sobre a morte do detento, porém a situação geral do presídio (que mudou de nome, pois era cadeia pública, quando a Secretaria de Segurança Pública assumiu a sua administração, mas continuou com os mesmos problemas) passou a ser comentada pelos edis. A superlotação voltou a ser abordada, já que o local, que tem condições para abrigar cerca de 70 presos, conta hoje com 168 detentos.

O diretor da instituição explicou o ocorrido no dia 14, quando um preso passou mal e, após receber atendimento médico emergencial, foi conduzido ao Pronto-Socorro, morrendo em seguida. Explicou que muita coisa que circulou nas redes sociais não ocorreu e que se tratou de um início de motim, controlado imediatamente. Aproveitou a ocasião para explicar a diferença entre rebelião e motim: a primeira é quando o preso sai da cela e age com violência, até mesmo com vítimas. Já no caso do motim, é mais uma reclamação que às vezes é excedida com queimas de colchões e pontapés nas celas, fazendo muito barulho, mas sem causar maiores danos. E lembrou que desde sua chegada à unidade local, em 2013, ocorreram motins, mas, “felizmente, nenhuma rebelião”, disse.

Lembrou que Minas Gerais tem 75 mil presos que estão recolhidos em um sistema que tem apenas 35 mil vagas disponíveis. Assim, cerca de 40 mil presos estão na condição de superlotação das cadeias e presídios existentes no Estado. Reafirmou que, mesmo mantendo o controle da situação no presídio de Itaúna, o local continua um barril de pólvora, e que a solução seria a construção do presídio, conforme já anunciado por diversas vezes, mas não efetivado até o momento. Weslley demonstrou não acreditar que a construção possa acontecer com brevidade, apesar de ser muito necessária.

Prefeito e deputado falam sobre o problema

A FOLHA ouviu o prefeito Neider Moreira e o deputado estadual Gustavo Mitre sobre o assunto e o que está sendo feito para solucionar o problema. O prefeito fez um pequeno resumo do que ocorreu em torno da construção do presídio. Lembrou que em 2011 foi feita a licitação para a construção do presídio e que a empresa Andrade Valadares foi a vencedora da licitação. Como demorou muito tempo para que a ordem de serviço fosse assinada pelo Estado, foi necessário fazer um reequilíbrio do custo e os valores chegaram a 41% do total inicial, o que a legislação não permite. Assim a empresa preferiu abandonar a obra.

Continuou o prefeito, que à época era deputado estadual, afirmando que, “depois de muitas cobranças, foi feita nova licitação e a vencedora foi a empresa Alcance, de Teófilo Ottoni”. Lembra o deputado que aconteceu na época a troca no governo, com a saída de Anastasia, que se desincompatibilizou, e entrada de Alberto Pinto Coelho e que a liberação da obra ficou travada. Neider comentou que à época o secretário era Custódio Mattos (que está atualmente no Governo Zema) e que, mesmo apesar de muitos pedidos, a obra não foi liberada. Falou que vai continuar trabalhando para que a construção da unidade prisional seja realizada e que é preciso fazer nova licitação, que o terreno continua em nome do Estado, e complementou: Itaúna voltou a ter deputado estadual e que ele, o deputado, deve atuar junto ao Governo do Estado, para conseguir novamente a liberação da obra.

Já Gustavo Mitre informou que ainda não foi procurado por ninguém com esta demanda, mas que pretende se reunir com o Consepi e as autoridades da área de segurança de Itaúna. “Se esta for a demanda dos itaunenses, estarei à disposição para cobrar e lutar pela conquista deste benefício”, disse. Repetiu que pretende ter um encontro com o Consepi, Judiciário, vereadores, PM, Polícia Civil, prefeito e entidades da sociedade civil para tratar do tema, em breve. Enquanto isso, a ex-cadeia pública, atual presídio, que fica em área central e residencial, permanece o barril de pólvora que tem capacidade para 70 presos e abriga 168.

Última modificação em Terça, 12 Março 2019 16:57
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