Enfim, pode prevalecer a sensatez...

Por Publicado em:30/07/2021 | Atualizado em:29/11/-0001 125

As notícias de que as autoridades municipais, empresários e representantes do Hospital Manoel Gonçalves (uma vez que os empresários presentes na reunião são conselheiros da entidade) se reuniram esta semana para conversar sobre a restauração da fachada do prédio que abrigava a Casa de Caridade Manoel Gonçalves merecem comemoração e apontam que desta vez a sensatez pode prevalecer... As informações são de que a intenção é reforçar a estrutura em ruínas, usando técnicas de engenharia, restaurar a fachada e posteriormente construir um prédio ou galpão. Enfim, uma estrutura utilizável, seja na área hospitalar ou mesmo pela administração do Hospital, que hoje funciona no andar superior do Centro de Oncologia, liberando, assim, mais espaço para o tratamento.
Segundo as informações, o prefeito foi receptivo à ideia e argumentou que, assim que os projetos forem apresentados oficialmente, serão encaminhados ao Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Cultural, Artístico e Ecológico de Itaúna – CODEMPACE, para as devidas avaliações e autorizações. E é exatamente aí que as coisas começam a complicar, pois o Conselho, em outras ocasiões, já se opôs a qualquer intervenção no prédio e se posicionou criando barreiras. Esperamos que desta vez as discussões, observações e conclusões sejam em prol da reforma e restauração da fachada, pois, se nada for feito, em breve não teremos nem a fachada, que vai se deteriorando dia a dia e, apesar de não haver risco iminente de desabamento, segundo engenheiros, pode provocar um acidente. O risco de desabamento não é iminente, mas com o tempo pode acontecer, levando, então, a cidade a perder a oportunidade de “restaurar um patrimônio histórico e afetivo”.
Somos sabedores de que o Codempace analisa sobretudo os aspectos da preservação, mas é preciso que seus membros pensem também nas possibilidades e nas dificuldades de uma restauração total do prédio, que teria que ser reconstruído quase que totalmente. Em outras oportunidades e neste mesmo espaço, já opinamos como leigos, mas após consultar engenheiros arquitetos, que afirmaram que a solução ali é mesmo a apresentada na reunião com o prefeito esta semana. Segundo as informações do arquiteto Samuel Herculano Nicomedes, que também é Conselheiro da Casa de Caridade, se algo não for feito imediatamente, vamos perder a fachada, que vai se deteriorando, apesar de não haver risco de desmoronamento, pois, segundo ele, a construção é sólida e precisa somente de amarração. Então, se quisermos mesmo ter alguma lembrança física dos feitos do benemérito Manoel Gonçalves de Sousa Moreira, o Manoelzinho, é a partir de agora que temos que agir, autorizando a obra.
As informações são de que a movimentação para a realização da obra já conta com apoio de empresários; e o prefeito se mostrou receptivo e parece ter se comprometido com a proposta. Então é aproveitar a oportunidade e resolver a questão. As coisas andam difíceis para todos e a maioria está preocupada é somente consigo, o que é natural em momentos de dificuldades. São raras a pessoas que estão preocupadas com o todo, com a comunidade... Então é aproveitar que ainda há filantropos que estão dispostos a doar tempo e dinheiro à comunidade. Fica aí o recado para os membros do Codempace, para que desta vez usem o bom senso e se comprometam a resolver a questão das ruínas do Hospital. Confiamos plenamente no comprometimento dos envolvidos até aqui, pois todos que participaram da reunião são pessoas comprometidas com a cidade, Neider, Samuel Nicomedes, Geraldo Afonso, Nilson Teles, são pessoas que têm amor pelo torrão e já demonstraram, por mais de uma vez, que amam Itaúna e participam doando tempo e recursos. E é bom deixar registrado que, além deles, muitos outros vêm, como Marilda Chaves, Guerra, Mourão, Márcio Villefort, Maurício Nazaré, os Nogueiras com a J Mendes, a Santanense, Igor Dornas, Júlio Amaral, dentre muitos outros que já demostraram em ocasiões diversas e quase constantes, que pensam no todo. A questão é resolver, independentemente da existência de tombamento, de preservação original e de questões políticas. Que a iniciativa seja leva a efeito. E é bom ressaltar, oportunamente, que, terminada a questão - ruínas do Hospital -, todos se ocupem da questão prédio do antigo Mercado Municipal. Ou o Município desapropria, restaura e coloca para funcionar ou desapropria e joga no chão ou ainda desapropria, paga o preço e faz o leilão da área. A alegação de outros prefeitos de que o prédio tem vários donos não pode servir de empecilho, uma vez que o poder da caneta resolve a questão sem muita polêmica. É só desapropriar. Do jeito que está não pode continuar.

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