Eleições municipais. Momento de conversações e análise da situação

Por Publicado em:10/06/2020 | Atualizado em:29/11/-0001 140

Findado este mês de junho, estaremos a seis meses das eleições municipais deste 2020. Uma eleição que vai significar muito para o itaunense, depois de quatro mandatos do prefeito Osmando Pereira e de dois mandatos frustrantes de Eugênio Pinto, esses dois verdadeiros desastres em todos os sentidos, em que a cidade conviveu com uma situação desconfortável devido à ineficiência do governo petista e à falta de compromisso e seriedade do cidadão Eugênio Pinto, que visivelmente não estava preparado para o exercício do cargo. Eugênio que, à época, surgiu do nada graças ao político Élvio Marques, assumiu sem um planejamento e com o estilo de governar imposto pelo seu Partido, fez o que fez no Brasil, o prefeito não conseguiu viabilizar sua administração e a desordem e o caos em todos os setores do governo foram visíveis e os reflexos foram sentidos nas ruas, nas escolas públicas, nas unidades de saúde...

Desgastado e sem forças para reagir até pela falta de compromisso demonstrada na sua passagem pela Prefeitura, Eugênio não tem nome para disputar novamente o pleito, mas vai provavelmente tentar e se valer de jogadas jurídicas para tal, uma vez que está inelegível devido a processos em andamento. Mesmo que tente obter sucesso na eleição, não acreditamos que o itaunense lhe dê nova chance. Dificilmente isso acontecerá. Seria embarcar em nova aventura. Em nossa opinião, a eleição vai afunilar em dois nomes: no de Neider e mais um. Aí caberá ao eleitor decidir se continua com Neider Moreira ou se busca outra alternativa. E é aí que está o problema do eleitor itaunense. Qual a outra alternativa? Ela não existe. Com isto, surge novamente um nome conhecido do eleitor, o de Osmando Pereira, que passa a ser a única possibilidade do grupo oposicionista para enfrentar Neider nas urnas.

O fato é que, se não levarmos em conta os quatro mandatos de Osmando, o nome dele é uma boa opção diante da falta de candidatos preparados para administrar a cidade neste momento, que é delicado, devido às circunstâncias da pandemia, que vai ser responsável por uma situação econômica complicada em todo o País. Isso vai requerer um nome que tenha condições de administrar a cidade com pulso firme e principalmente com conhecimento de causa, ou seja, o escolhido nas urnas precisa conhecer o funcionamento da máquina administrativa e as necessidades do município para funcionar sem complicar custos, ou seja, não criando mais gastos. A outra opção é manter o atual administrador que, queiram ou não, consegue até aqui manter um equilíbrio entre gastos e funcionamento da máquina a bom termo. Deixou a desejar em muitas coisas, pois prometeu um mandato diferente e não conseguiu cumprir. Tem a desculpa da situação financeira caótica provocada pela falta de repasses do governo estadual capitaneado pelo petista Fernando Pimentel, e agora pela queda na arrecadação por causa da pandemia do coronavírus. Mas isso não será suficiente para lhe assegurar o segundo mandato. Temos a impressão que o eleitor vai querer, desta vez, mais garantias de que vai ter uma cidade com avanços substanciais no emprego, geração de renda e prestação de serviços eficiente. Neider tem o desgaste natural de uma administração pública cheia de problemas quase que insolúveis, como, por exemplo, a falta de um Distrito Industrial decente que seja carro-chefe para a atração de empresas.

O atual chefe do Executivo deixou muito a desejar no que se refere ao cumprimento de promessas e o desgaste é visível. Vai ter que demonstrar que pode consertar as coisas e isso vai custar esforço e principalmente capacidade de convencimento do eleitor, que já não confia mais em suas promessas. Não conseguiu até aqui cumprir algumas básicas, como a nova ponte do DI. A inauguração da nova sede da Prefeitura não é obra sua, a ETE é obra de três administradores, e aí Eugênio Pinto tem uma participação até importante. Então concluímos que Neider não tem muito para mostrar a não ser a sobriedade de manter os serviços funcionando a contento, o que, em nossa opinião, não é mais que obrigação.

Diante do quadro até aqui pintado, o que conseguimos enxergar é que não teremos nenhuma novidade nas próximas eleições. Você deve estar se perguntando: mas e o Marcinho Hakuna? O Antônio de Miranda, a Gláucia Santiago, o Maurício Nazaré, o Maurício Aguiar, Leonardo Advogado, dentre alguns outros? Todos, em nossa opinião, sem exceção, não são candidatos e, se o são, não têm condições de disputar para ganhar. Nem mesmo o Hakuna, que teve votação expressiva para deputado federal. São eleições diferentes. A eleição para prefeito exige um perfil diferenciado, que ele não tem. Hakuna seria um bom deputado. Maurício Nazaré tem perfil de administrador, mas atua melhor como relações públicas, seria um ótimo deputado. Glaucia Santiago é política, sabe o caminho, mas vai continuar vereadora. Antônio de Miranda foi vice-prefeito, é um bom vereador e tem uma reeleição quase que garantida, não vai arriscar para prefeito. Os outros não vão a lugar algum.

Antes disso, agora, o momento é de conversação, de troca de ideias, de buscas e de informações. De estudo. É um momento importante, porque nos próximos 90 dias a definição das composições partidárias deve estar definida e a construção das chapas de sustentação alinhavada. Itaúna não pode errar, sob o risco de não conseguir reverter o retrocesso a que foi submetida em praticamente duas décadas. O processo eleitoral começou e não podemos assistir aos movimentos feitos no tabuleiro, temos que participar, cobrando, emitindo opiniões, observando, porque, pelo visto, não será desta vez que vamos ter algo de novo. Mas podemos melhorar, porque neste ano a eleição pelo menos não será uma roleta russa, o resultado virá acompanhado de credibilidade, formação acadêmica, preparo para o cargo, capacidade de gestão. Os candidatos, seja Neider, Osmando ou outro aventureiro, terão que ser pessoas com o perfil de um executivo privado, que demonstre conseguir administrar a cidade como se estivesse na iniciativa privada. Preenchidos os pré-requisitos, aí será a vez de se preocupar com o que os candidatos terão para mostrar na campanha e as propostas verdadeiras para uma cidade diferente.

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