“Caldeirada” com excesso de impropérios

A composição da Câmara Municipal nesta legislatura protagoniza, até aqui, uma das mais lamentáveis atuações políticas e de postura pública, quando se trata do exercício do mandato conferido pelo voto popular, em Itaúna. São 3 anos e 7 meses de escândalos e ações que não condizem com o que deveria ser a postura de um agente político, ou como queiram, de um homem público. Até aqui, todos os 17 representantes do povo, de alguma forma, e em algum momento do mandato, tiveram uma postura não condizente com o cargo que ocupam, e, ao que parece, nenhum deles está preocupado com isso, pois a postura é a de despreocupação com o que pensam a população, o eleitor e as autoridades constituídas.

Diante deste verdadeiro caldeirão de impropérios, o que deve ser observado pelo cidadão itaunense, principalmente pelo eleitor que vai às urnas no dia 15 de novembro e tem como candidato um dos vereadores em mandato, é fazer a avaliação do seu mandato, em se tratando de propostas, postura política, conhecimento da legislação municipal, e principalmente o seu conhecimento humanístico, ou seja, se ele é um estudioso e sabe o que é ciências sociais. Observado isso, muito provavelmente, nenhum dos que estão sentados nas 17 cadeiras do prédio da Rua Getúlio Vargas estão em condições de receber o voto de recondução, pelo menos em minha opinião.

Como já repetimos aqui neste espaço, acompanhamos os trabalhos do Legislativo há anos, podemos fazer avaliações, comparações e definir a evolução daquele Poder Constituído, sem correr o risco de erro. E reafirmamos, a atual legislatura é uma das piores das últimas décadas, se não for a pior dos últimos 30 anos. Não há conhecimento técnico, um ou dois vereadores têm formação jurídica e conhecimento da legislação. Três ou quatro têm experiência, pelos mandatos consecutivos, mas não são estudiosos e preferem a politicagem ao desenvolvimento técnico das ações, outros preferem fazer do mandato instrumento meramente político, para tirar proveito da situação, não têm o cidadão que o elegeu como prioridade. E estes são a maioria. Pelo menos dois são “peixe fora d’água”, não voltam. E outros dois usam de suas condições físicas para garantir até aqui a eleição, esperamos que isso tenha fim este ano. Fora estas observações, entendemos que os 17 vereadores, em algum momento do mandato, se envolveram em impropérios que são inadmissíveis para homens públicos, considerados representantes do povo.

Nossa opinião está sendo aberta, pois entendemos que temos garantida a liberdade de expressão, independente, de qualquer coisa, inclusive de ter acesso a conteúdo processual, e não temos que dar satisfação a ninguém de como conseguimos esse acesso, muito menos a vereador. Afinal, o segredo de Justiça pode ser pretendido pelos envolvidos, mas o direito de atuar como repórter investigativo e obter informações está garantido. Cabe também aos “políticos” incomodados provarem que o jornal desvirtua ou deturpa ou ainda pretende denegrir a imagem deles. Ameaçar!? É um absurdo. Apenas estamos exercendo o nosso direito de divulgar, opinar e interpretar os atos dos ilustres vereadores. Onde está o erro?

A acusação de que estamos tentando induzir a opinião pública contra a imagem dos edis é, além de inconsistente, novamente absurda. Se há alguém que induz a opinião pública a erro, dia a dia, com mentiras, não está na redação da FOLHA, pelo contrário. Não temos nada a esconder e nem temos pretensão. A única afirmação correta desta semana é a de que não pretendemos violar o nosso direito como profissional e muito menos como cidadão, de exprimir o pensamento. Alegam também que não podemos divulgar notícia lesiva a direito da personalidade. Ora, a notícia de que os vereadores, quase na totalidade, se envolveram com atos duvidosos de postura, de posicionamento político e de vulnerabilidade no exercício do mandato é lesiva à imagem deles? É fato verdadeiro e inconteste. Para completar o absurdo, há ameaça de que vão entrar com mandado de segurança para garantir que não tocamos em assunto que envolva o Legislativo e o vereador, e que não poderemos falar nada que envolva o Poder Legislativo onde quer que seja. É uma piada. Estamos no Brasil, e o regime do Aiatolá aqui é de araque.

Achamos interessante, piada... Eles querem os direitos deles preservados, ou seja, não querem é que ninguém saiba que eles não querem largar as tetas do Poder, fazem de tudo para garantir a reeleição, inclusive fazendo e promovendo “falcatruas”. E aí, esquecem que temos os nossos direitos garantidos, inclusive constitucionalmente. Salvo engano, ou melhor juízo. Diga não à reeleição.

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