Faz parte do jogo político. É um movimento natural.

Os últimos 15 dias foram marcados por uma intensificação nas movimentações políticas, que ficaram mais visíveis nesta semana, quando foram marcadas pelas divergências entre as correntes políticas da cidade, com destaque para os dois grupos que alternam o poder local. As “brigas” ou disputas por formação de chapa obrigam os líderes partidários a pinçarem nomes em camadas sociais diferentes, seja para a composição da chapa majoritária ou na formação das chapas para candidatos à vereança, e as dificuldades começam na militância dos candidatos e na postura comunitária e social da maioria. E mais que isso, pesam os interesses particulares dos candidatos e depois os dos seus familiares, círculos de amizade e os interesses dos seus cabos eleitorais, figuras primordiais em uma campanha. E mesmo que esta seja uma campanha atípica, onde a conexão mídia social estará em primeiro lugar, seguida do prestígio pessoal e de uma proposta concreta e inteligente, que serão de suma importância. Alguns pormenores devem ser levados em consideração desta vez, principalmente quando se estiver tratando de articulação, estratégia e convergências, para se garantir um passo à frente na campanha, o que pode significar a vitória no pleito.

O que temos observado nos últimos dias é que, diante das dificuldades dos grupos políticos em encontrar nomes para a disputa majoritária, ou seja, para candidato a prefeito, as poucas alternativas passam a exigir “jogadas” de bastidores, que, como já afirmamos, são comuns, mas costumam não respeitar a ética de convivência social e política. Aí, para se obter a vitória, é preciso transformar as estratégias em realidade de qualquer forma, e por isso os escrúpulos são relegados a segundo plano, mesmo que a execução dos planos estratégicos venha ferir sentimentos, prejudicar vida profissional ou social e até mesmo familiar. E se tudo isso for dizimado estrategicamente, quando se trata de disputa política, um passo foi dado.

E o quadro político itaunense, neste ano e neste momento de pré-campanha, exige estratégias de bastidores com ações nada bentas, mas necessárias para se obter uma vitória. Assim, os articuladores dos dois principais grupos apostam em ações que venham a somar. E é exatamente isso que o grupo do prefeito Neider Moreira vem fazendo nas últimas semanas: tentando quebrar a “espinha dorsal” da oposição. E fez isto muito bem ao convidar a vereadora Gláucia Santiago para ser candidata a vice-prefeita. Ela tem boa penetração em camadas distintas da sociedade itaunense, tem um trabalho político próprio e o que herdou do pai o ex-prefeito por dois mandatos e ex-deputado estadual Hidelbrando Canabrava Rodrigues, o nosso saudoso Bandinho. E, além de tudo, é uma mulher ativa politicamente e conhece muito bem Itaúna e seus problemas nas diversas áreas.

Concluída esta questão, politicamente analisada a situação e as ações estratégicas, diríamos que o grupo de Neider deu “um golpe” na espinha dorsal” do grupo do ex-prefeito Osmando, que anuncia e queria, e ainda acredita, em uma chapa formada por Antônio de Miranda e Antônio José de Faria Júnior, o “Da Lua”, ambos vereadores. Mas o “Da Lua” é do mesmo partido da vereadora Gláucia, que é quem tem o controle da sigla. Assunto encerrado. Faltam alguns dias para a convenção do Partido Liberal – PL, que está marcada para o dia 11 de setembro, próxima sexta-feira, e isto abre uma possibilidade para que Osmando, Gustavo Mitre, Nilzon Borges, Antônio de Miranda e o próprio Da Lua tentem reverter o quadro. O que é muito pouco provável, Gláucia já decidiu por Neider. Soma-se a isso o amadorismo do “Da Lua”, que se não mudar a postura vai é se ferrar de vez, e sequer vaga para vereador vai conseguir. E, por causa do amadorismo, pode ver encerrada sua precoce vida política.
Não estamos aqui defendendo grupo A ou B, mas entendemos que jogo é jogo, e ganha quem delineou a melhor estratégia. E neste momento Neider está na frente. Articulou melhor. Pelo menos até aqui. Há de se levar em consideração também que, se a situação para a oposição não está boa, é porque não se preocuparam em trabalhar com organização e tempo, não construíram um nome, não montaram uma estratégia política a longo prazo e acreditaram que o nome ainda seria o de Osmando Pereira da Silva. Não aconteceu, e mesmo que Antônio de Miranda seja um nome com potencial de votos, as dificuldades serão muito grandes para se enfrentar a máquina e o nome de Neider, que, como afirmamos na semana anterior, pode não ter feito o governo que prometeu, mas, diante das circunstâncias, conseguiu equilibrar as coisas e manteve a estabilidade dos serviços e os pagamentos mais ou menos em dia. Tem argumentos para mostrar que a soma dos problemas externos o prejudicou governar. Mas tem defeitos de postura política, não tem habilidade de negociação e acha que está acima de tudo e de todos, mas é o que temos.

A oposição, nos próximos 10 dias, tem que trabalhar rápido e buscar soluções para as questões pendentes. Disputa por espaço e coligações partidárias, decisão de nomes para a chapa majoritária, ajustamento de parcerias e estruturação interna do grupo visando a campanha. O “Da Lua” é carta fora do baralho. Sobraram o Hakuna, a Otacília e o Nilzon, um nome que até aqui não apareceu, mas pode ser a alternativa, pois agrega, ameniza as divergências e tem trânsito livre em diversas correntes políticas, inclusive no grupo da oposição. Conversa com todos. É habilidoso.

O quadro é esse. Os movimentos não muito escrupulosos são naturais nesse momento decisivo e não adianta ficar chorando o “leite derramado”, como está fazendo o vereador “Da Lua”. Que ameaça Gláucia, ofende, grita numa verborragia barata e faz apologias não muito bentas e insensatas. Bobagem, é preciso saber jogar o jogo da política, que se resume na conquista do poder, mesmo que temporário. Isto faz parte do jogo. É um movimento natural... Podemos até estar enganados, mas vamos ter Neider e Gláucia na disputa e, se a oposição não firmar os “cascos” e se concentrar, se organizar e trabalhar dobrado, vai ver suas chances diminuídas consideravelmente. Outros nomes? Eugênio, Dr. Jorge, Leonardo, Jerry Adriane, dentre outros...Pura bobagem.

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Última modificação em Sexta, 04 Setembro 2020 18:35

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