A eleição e um Legislativo impotente...

Não poderia ser diferente... As eleições municipais acontecidas no domingo, 15, em Itaúna não mostraram nenhuma surpresa se observados os resultados da disputa majoritária, ou seja, para prefeito. Como afirmamos em várias oportunidades, o prefeito Neider venceria a eleição, pois não havia um nome entre os candidatos que fizesse frente ao dele quando observado preparo para o exercício do cargo, conhecimento do município e suas necessidades e experiência política. Repetimos em várias oportunidades que, com todos os problemas vivenciados durante o mandato, Neider fez o dever de casa. Não foi perfeito, mas manteve os serviços essenciais, pagou em dia o funcionalismo e os fornecedores. Terá agora mais 4 anos para desenvolver o seu programa de governo e para preparar um nome capaz de administrar Itaúna, pois até aqui, no meio político, não há nenhum nome em destaque.
Quanto à eleição para o Poder Legislativo, o que temos a observar é que não houve nenhuma evolução em se tratando de qualidade. Quando falamos em qualidade, o que estamos afirmando é que entre os eleitos não há um nome capaz de modificar a postura da Câmara em se tratando de atuação em prol do município, no exercício diário de legislar. São nomes bons, de pessoas bem intencionadas, na grande maioria, e temos algumas surpresas, como o da jovem Carol Faria, Edênia Alcântara, Tidinho, Ener Moreira, Léo Santos. Joselito não é surpresa, mas não sabemos se estes novatos conhecem o funcionamento do Legislativo e suas funções básicas, em se tratando de Poder. Três nomes entre os novatos que conhecemos e que têm conhecimento político sólido dos dois poderes e conhecem o município e suas necessidades são os do médico Fares Neto, do dentista Gustavo Barbosa e do jovem Kaio Guimarães. Eles podem fazer um mandato diferenciado, trazendo mais qualidade para o plenário. Quanto aos outros que continuam a exercer o cargo, a maioria pode e deve fazer um mandato melhor. Caso de Alexandre Campos, que tem muito conhecimento político e conhece os tramites legislativos, a Lei Orgânica e o Regimento Interno, ele pode fazer um mandato de excelência em prol da cidade. Outro que conhece bem o funcionamento da Casa e os tramites Legislativo é o veterano Antônio de Miranda, o Toizinho, é bom de argumento e tem boa atuação de plenário, mas é muito político e se perde por isso, mas tem qualidade. Lacimar Cesário, o Três, é bom vereador, mas tem lado e não pode fazer um mandato totalmente isento. É excelente pessoa, grande ser humano, mas tem um trabalho clientelista e isto prejudica a sua atuação. Quanto à Márcia, Lucinho, Silvano e Gleisinho, todos devem fazer o feijão com arroz. Lucinho e Silvano são políticos em excesso e pecam por isso. Gleisinho, sinceramente, não deveria estar lá. É a nossa opinião. Já o vereador mais votado, Antônio da Lua, atuou até aqui fazendo politicagem e brigou com o prefeito por isso. É clientelista ao extremo e por isso não tem um papel de destaque no exercício do Poder. É uma excelente pessoa, mas precisa separar o “joio do trigo” e trabalhar em prol de um todo, sem clientelismo em troca de votos.
Em uma análise geral, achamos que, se houve um ganho de qualidade, foi muito pequeno, e isso vai prejudicar mais uma vez a atuação do Poder Legislativo nos destinos da cidade. Poderia ser diferente se a maioria dos eleitores soubesse escolher o seu representante, levando em consideração o conhecimento político e das leis municipais, e se o lado humano e os interesses pessoais fossem relegados a segundo plano. Mas não funciona assim, e levaremos décadas e mais décadas para chegar a outro patamar de escolha. Então, mais uma vez, por mais 4 anos, teremos uma Câmara inoperante, clientelista e extremamente pessoal. Essa é a nossa análise inicial.
Já tivemos conhecimento de que as conversações e negociações visando a presidência e a formação da Mesa Diretora já estão em andamento e devem prosseguir até o fim de dezembro. Bem resguardado, o chefe do Executivo deve participar destas negociações, pois fez maioria e está em situação tranquila para negociar nos bastidores, sem muito alarde. Deve ter uma Mesa sua, o que lhe dá mais tranquilidade para trabalhar. O presidente deve ser um dos reeleitos, com destaque para um que saiba negociar e tenha o prefeito como um bom cabo eleitoral, numa troca de interesses. Agora é esperar para ver o que será o Poder Legislativo nos próximos 4 anos. Pelo que estamos vendo, será mais uma repetição, com a impotência prevalecendo, sendo o verdadeiro exercício do Poder relegado a segundo plano. A culpa? Do povo.

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