Sentimentos expostos sem censura

Por Publicado em:02/08/2019 | Atualizado em:02/08/2019 755

Mostra “O Verter de um Corpo” explora a tristeza e convida à reflexão

Uma experiência perturbadora (para o bem ou para o mal, dependendo dos seus sentimentos), que faz pensar a respeito dos limites do corpo e mente humanos, sobre o que é a dor e o sofrimento e a respeito de como expressar o que se sente. Essas são algumas das experiências que o aguardam na exposição “O Verter de um Corpo”, que está aberta à visitação na galeria do Daniel Henrique Studio, na Avenida Jove Soares, 72, no bairro Universitário (em frente ao posto Delta).

A mostra reúne os primeiros trabalhados da fotógrafa e artista plástica Elisângela Francisca Silva Leite, que trabalha com a fotografia há 15 anos e, após o início do curso de Psicologia e análise pessoal, descobriu a paixão pela arte e a necessidade de pintar. Amiga do artista Naron Tabajara, começou a fazer aulas com ele e do aprendizado nasceram as obras que fazem parte da exposição. 

A mostra tem ainda a curadoria de André Martins, que foi o responsável por selecionar as obras (e optou por usar todas elas, incluindo a primeira tela pintada pela artista), organizar a disposição dos quadros no estúdio e qual o trajeto que o visitante deve fazer para conhecer os quadros.

Recebendo a reportagem no estúdio, Elisângela preferiu que as pinturas não fossem fotografadas “para que as pessoas tenham a primeira impressão no local”. As obras têm imagens escuras e sombrias, com retratos de situações cotidianas e nomes sugestivos como “Quebrado” e “A Tristeza de Elisa”, que vão ganhando mais intensidade à medida que se passeia pela exposição.

“Os quadros representam sentimentos que na maioria das vezes não falamos. Como a tristeza, que é aceitável se for contida, mas quando é em abundância, explodida, as pessoas não querem. Mas cotidianamente nós somos tristes, aprendemos a lidar com isso de forma que seja aceitável para a sociedade”, explica Elisângela.

A exposição teve sua estreia na última semana para artistas convidados e contou com a performance “Acorda”, do artista Guilherme Lopes. Nas próximas três semanas, a visitação é gratuita, das 9h às 18h30. Em seguida, a mostra deve seguir para Belo Horizonte.

Última modificação em Sexta, 02 Agosto 2019 18:07

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