Diversos universos e caminhos musicais

Por Publicado em:23/08/2019 | Atualizado em:23/08/2019 993

Zélia Fonseca chega a Itaúna na próxima semana com o espetáculo ‘‘Uni-Versos”

Apesar dos trinta anos fora do Brasil, ela não perdeu o sotaque e o jeitinho simpático do mineiro. Se a sensibilidade e o carisma impressionam numa entrevista, quando abre a garganta para cantar é um nocaute. Nascida em Itaúna, no ano de 1960, Zélia Fonseca é instrumentista, compositora e cantora e estará de volta aos palcos da cidade no próximo sábado, 31, para um show especial no Teatro Sílvio de Matos.

Em conversa com a colaboradora da FOLHA em Portugal, Fabíola Silva, Zélia relembrou a carreira e falou sobre a apresentação da próxima semana, que fará ao lado da violoncelista Rosana Levental, da baterista e percussionista Ângela Frontera, da guitarrista e cantora chilena Magdalena Matthey, da cantora Paula Santoro e com a participação da atriz e comediante Cida Mendes, na pele da personagem Concessa.

Seu trabalho teve início com junto com Rosanna Tavares, que conheceu em 1975, tocaram em bares em Belo Horizonte e, a convite de amigos músicos, venderam tudo e foram para Portugal, onde descobriram a enorme ressonância das suas composições e se tornaram parceiras por mais de 30 anos. Até a morte de Rosanna, há 11 anos, no auge da carreira, quando estavam fazendo shows nas melhores casas e festivais, turnês em vários lugares no mundo. Momento em que pensou em parar de fazer música.

Para Zélia, se apresentar sem Rosanna “é difícil em qualquer lugar”. “A Rosanna fez parte da minha vida, por muitos anos, ela não foi só minha parceira musical. Nós tínhamos o mesmo sonho, nos unimos e realizamos esse sonho juntas. Ainda hoje, quando estou no palco, não consigo dissociar a minha música da presença dela”, afirma Zélia.

Quase três anos depois da perda retomou a carreira, contando com o apoio especial de pessoas amigas, que a motivaram e apoiaram, quando lançou primeiro álbum solo, o “Ímpar”, indicado para uma premiação feita pela BBC de Londres.

Logo depois, precisou parar tudo novamente, pois adoeceu, período em que se envolveu em um projeto da escola de música onde dá aulas, com crianças portadoras da Síndrome de Down e Síndrome de William-Beuren. Continuando com as aulas, concretizou o CD “O Terceiro Olho da Abelha”.
Trajetória que chega hoje ao CD “Uni-Versos”, que será lançado oficialmente em outubro pela gravadora alemã Enja & Yellowbirds Records, em parceria com Magdalena Matthey e cujas canções estarão no show na cidade.

“Quero agradecer a todos que estarão neste encontro e que se interessam por um trabalho autoral, diferente dos que normalmente circulam na mídia. Estou muito agradecida por esta oportunidade de rever tanta gente querida e apresentar minha música!”, finaliza Zélia.

Última modificação em Sexta, 23 Agosto 2019 11:17

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