Cheque Especial - Juros estão no mais alto patamar

Por Publicado em:30/08/2019 | Atualizado em:30/08/2019 520

Estudo da ACM – Associação Comercial de Minas mostra que os juros praticados na oferta do cheque especial está tornando este crédito impraticável. Com juros a 12,76% ao final de um ano, o cliente paga nada menos do que 322,23% de juros.

Segundo o sistema bancário a explicação está na “estagnação da economia brasileira, que impulsiona a aversão ao risco dos bancos comerciais e assim reduz a oferta de crédito e, consequentemente, encarece demasiadamente os juros”; no fato de que “os produtos financeiros de curto prazo são onerosos e detêm a capacidade de acelerar a recomposição de receita das instituições financeiras”; e, finalmente, que “o cheque especial ou a conta garantida ainda respondem por uma parte significativa na receita dos bancos comercias, apesar da queda de participação ante as demais modalidades de crédito”, conforme o estudo da ACM.

Para se ter uma ideia de quanto isso representa no orçamento do cidadão tomador do crédito do cheque especial, o estudo mostra os cálculos para quem utilizou do crédito de R$ 1 mil pelo prazo de 12 meses. Ao final do ano, calculando pelas taxas atuais, o cliente pagou nada menos do R$ 4.225,33, ou seja, mais de quatro vezes o valor iniciado tomado. Enquanto isso a Taxa Selic, que baseia os juros de mercado para outras operações, está no seu mais baixo patamar: 6,5% ao ano. Isso quer dizer que nas transações do sistema bancário com os grandes grupos o juro anual é em torno de 6,5% e para o cidadão comum, que utiliza o cheque especial, a cobrança está nos estratosféricos números anunciados de 322,23% anuais.

Última modificação em Sexta, 30 Agosto 2019 11:01

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