VOLTA ÀS AULAS - Material escolar pode pesar no bolso

Por Publicado em:31/01/2020 | Atualizado em:31/01/2020 373

Na próxima semana acontece a volta às aulas em Itaúna, com a rede pública municipal participando de um evento de abertura, na quarta-feira, dia 5, e o alunos retornando às aulas na quinta-feira, dia 6. Em várias escolas da rede particular, como no Colégio Santana, as aulas retornam já na segunda-feira, dia 3. A alegria das crianças com o retorno às salas de aulas, quando poderão rever os amigos dos anos anteriores e fazer novas amizades, contrasta com o sufoco dos pais que têm de adquirir material escolar, uniformes, muitos deles pagar as mensalidades das escolas e do transporte das crianças já com aumento... sem falar no trânsito complicado com os engarrafamentos na porta das escolas e muita, muita correria, porque deixaram tudo para os últimos instantes.

Se para a questão dos engarrafamentos a solução está em cada um respeitar o espaço do outro e ter muita paciência, na questão dos preços a saída é pechinchar, pedir descontos e pesquisar bastante. Se em relação ao valor das mensalidades escolares e nos valores do transporte é quase impossível o desconto, com os materiais escolares é possível fazer economia, já que os preços, conforme levantamentos da reportagem, apresentam diferença de até 100% nos mesmos produtos. Então, a saída é pesquisar nos comércios e até na internet, em busca dos menores preços.

Um caderno de 96 folhas, de capa dura e ilustrações na capa, como as crianças gostam, pode ser encontrado a preços de R$ 11,90 e até R$ 6,90. O mesmo produto, com as mesmas ilustrações. Na compra de 8 cadernos, por exemplo, a economia chega a R$ 40, o que é bastante significativo. Um estojo pode ser comprado em até três parcelas de R$ 26 ou, andando um pouquinho, pagar apenas uma parcela de R$ 29,90. Uma caixa de lápis de cor com 24 unidades tem preços que variam de R$ 29,90 a até R$ 34,90 na pesquisa feita pela reportagem. Um dicionário que em alguns locais é vendido a R$ 134 pode ser comprado por R$ 64. No caso da mochila, a diferença de preços pode ser bem maior. Para comparação, encontramos um produto a R$ 329 e em outra loja o mesmo item era vendido a R$ 99.

Em duas situações que a reportagem apurou, uma família gastou nada menos do que R$ 815 para adquirir todo o material escolar de uma criança. Já em outra família, o mesmo material foi adquirido por R$ 434, com o fato de que neste caso ainda foram comprados, dentro deste valor, materiais para outra criança, mais nova.

Prefeitura não pode distribuir material escolar neste ano

Legislação não permite início de programa de doação em ano eleitoral

No final do ano a ex-secretária de Educação, precipitadamente, anunciou a distribuição de material escolar para os alunos da rede pública de ensino de Itaúna, o que a legislação eleitoral não permite, por ser programa novo em ano eleitoral. Com isso, foi criado um problema para as famílias dos estudantes que esperavam receber o material e não fizeram reserva de recursos (isso quando conseguem essa proeza, como disse uma mãe de aluno).

Esse, portanto, é mais um problema que as famílias enfrentarão com a volta às aulas. Também não existem informações se será dado prazo para a aquisição do material e como será feito, até que tudo esteja normalizado, se for dado esse prazo. Na volta às aulas na rede pública, na próxima quinta-feira, 6, conforme já informado, pais, alunos e profissionais da área terão de buscar solução para mais esta questão.

Última modificação em Sexta, 31 Janeiro 2020 17:31

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