FIM DAS BARRAGENS - Usiminas aguarda licença para gerar 500 empregos

Por Publicado em:15/05/2020 | Atualizado em:15/05/2020 594

Deixar de conviver com o medo do rompimento, acabar com a contaminação dos cursos d´água e gerar empregos. Esses são os principais benefícios da adoção do sistema Dry Stacking (empilhamento a seco) que a Usiminas vai implantar e que só depende da liberação da licença que está na pauta da reunião da Câmara de Atividades Minerárias do COPAM para o próximo dia 29 de maio. A expectativa do presidente da Mineração Usiminas (Musa), Carlos Hector Rezzonico, é de que na reunião sejam liberadas a Licença de Instalação (LI) e a Licença de Operação (LO), para que o sistema implantado na empresa seja concluído até 2021, iniciando as atividades, o que vai gerar entre 450 e 500 empregos diretos na Musa.

A empresa possui atualmente três barragens em Itatiaiuçu, sendo duas fora de operação: a Central, foi construída em 1992, tem 59 metros de altura, e o processo de descaracterização já foi iniciado (com mais de 35% de seu volume lavrado para reaproveitamento na ITM Flotação) tendo passado por obras de reforço na estrutura, concluídas em novembro de 2019; e a da Mina Oeste (Somisa), também de 1992, com 80 m de altura e 12 milhões de metros cúbicos, fora de operação desde 2016.

A única barragem da empresa em operação, a Samambaia, de 2010, tem previsão de desativação quando atingir os 7,5 milhões de metros cúbicos, entrando em seguida também no processo de descaracterização, provavelmente em 2021.

As muitas vantagens para a população

Hoje os principais problemas que as minerações enfrentam são o risco de rompimento das barragens, como aconteceu em Mariana e Brumadinho, além da questão da polução dos cursos d´água do entorno e do esgotamento dos recursos hídricos, utilizados em grande volume no processo. Com o empilhamento a seco, esses dois principais problemas serão combatidos e reduzidos ao mínimo, se não eliminados. Mas além disso vários outros ganhos serão alcançados pela empresa e pela população atingida.

A questão da geração de novos empregos, como já afirmado que vai gerar entre 450 e 500 novas vagas, assim que o processo entrar em funcionamento. O ganho econômico, com a melhora da qualidade do material produzido, agilidade no processo produtivo, ganho em tecnologia e, ainda, em retorno à comunidade, já que amplia o valor agregado da produção e, consequentemente, na arrecadação de impostos para a União, Estado e municípios diretamente alcançados. Uma excelente notícia para a população de toda a região, em tempos de más notícias com a pandemia do coronavírus.

Última modificação em Sexta, 15 Mai 2020 18:35

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