Omissão? - Covid não chegou à UI

Por Publicado em:21/05/2021 | Atualizado em:21/05/2021 277

Apesar de as pessoas que se relacionam com a Universidade também sofrerem com a doença, instituição parece viver em “um mundo à parte”, apontam críticos

Leitores e cidadãos itaunenses entraram em contato com a reportagem para apontar uma observação que têm feito em termos de questionamentos: onde está a Universidade de Itaúna nesta pandemia? A doença não chegou ao campus da UI? E contextualizam: algumas cidades no mundo são conhecidas por causa das universidades que nela se instalaram e os nomes dos municípios, inclusive, se confundem com os das instituições de ensino, em uma demonstração de que a palavra universidade vai além de um arrazoado de salas de aula, estrutura predial, dentre outras coisas. Para uma instituição de ensino realmente ser grande ao ponto de se denominar universidade, é preciso “produzir novos conhecimentos e aplicá-los à realidade social, considerando a necessidade de ser acessível a toda a sociedade”. Universidade é mais que escola, arrematam.
A questão é abordada por leitores da FOLHA que têm insistido junto ao jornal sobre qual é a participação da Universidade de Itaúna em um dos momentos mais graves por que passa a cidade em seus mais de 100 anos de existência. Assim, como as demais cidades do mundo, Itaúna enfrenta a pandemia do Coronavírus, maior problema sanitário enfrentado pelo mundo nos últimos 100 anos, pelo menos, e que tem levado à morte milhões de pessoas mundo afora. No Brasil já são quase 450 mil mortes registradas. Em Itaúna se aproxima de duas centenas. E a pergunta que se faz é: onde entra a Universidade de Itaúna nesta questão?

Iniciativas tímidas de alguns alunos e alguma ação na fisioterapia

A reportagem da FOLHA fez levantamentos junto a autoridades públicas e representantes da iniciativa privada que estão atuando diretamente no enfrentamento da pandemia do Coronavírus e foram encontradas as seguintes informações: a presença da Universidade, como instituição, se resume a alguns alunos atuando em áreas de atendimento a pacientes, com maior presença na área da fisioterapia, que atende pacientes em recuperação após o enfrentamento da Covid.
Não há um trabalho científico sequer, de pesquisa pelo menos, com aplicação na comunidade local, voltado para buscar alternativas ao tratamento da doença. A Universidade de Itaúna conta com cursos em nível de bacharelado de medicina, enfermagem, fisioterapia e farmácia e de licenciatura de química e ciências Biológicas. Nem na aplicação de vacinas existe uma ação da Universidade em apoio ao município, conforme questionam os leitores.

UFMG dá exemplos

A Universidade Federal de Minas Gerais aponta vários caminhos, como grupos de estudo, comitês de discussões, pesquisas, atuação junto às comunidades carentes, enfim, um sem número de iniciativas que coloca a instituição ao lado da população em uma interação constante.
Um dos leitores que questionou a ausência da UI no momento enfrentado pela população itaunense sugere, por exemplo, estudos em torno da questão de medicamentos que podem ser utilizados no combate à Covid. Auxílio em campanhas de vacinação, apoio no atendimento hospitalar, pesquisa de detecção de contágio, análises de números levantados pelas organizações públicas... E finalizou com um questionamento quase afirmativo: “Se não há participação, podemos entender que prefere o caminho da omissão?”.

Última modificação em Sexta, 21 Mai 2021 18:55

Compartilhe esta notícia