RETROCESSO - Salário médio cai mais de 10% em Itaúna nos últimos dois anos

Por Publicado em:09/09/2021 | Atualizado em:29/11/-0001 37
O Sine de Itaúna voltou a fazer atendimento presencial para auxiliar os  trabalhadores itaunenses a conseguirem uma colocação no mercado de trabalho O Sine de Itaúna voltou a fazer atendimento presencial para auxiliar os trabalhadores itaunenses a conseguirem uma colocação no mercado de trabalho

Renda média do trabalhador caiu de 2,2 salários mínimos para menos de 2 salários

Conforme a FOLHA publicou na semana passada, os dados constantes da publicação da Urbam System (Cidades Inteligentes) mostram que ocorreu um retrocesso no ganho médio mensal dos trabalhadores itaunenses, ao mesmo tempo em que aumentou o número de vagas de trabalho. Segundo os dados, se em 2019 o salário médio mensal dos trabalhadores itaunenses era de 2,2 salário mínimos, o que representa em números atuais R$ 2.420,00, essa renda caiu para 1,96 salário mínimo. Os valores atuais são de R$ 2.160,33. Assim, em um intervalo de dois anos, a renda média dos trabalhadores itaunenses teve queda de R$ 259,67, o que representa, proporcionalmente, 10.71% de retração.

Outro número preocupante mostrado pelo mesmo documento é de que apenas um terço da força de trabalho dos itaunenses está ocupada formalmente, ou seja, 0,37 de 1 tem emprego formal no município. Os demais 0,63 de 1 estão na informalidade ou desempregados. Portanto é pouco producente o fato de que houve aumento na oferta de empregos de 11,78% no último ano. Não que este dado não represente importância para a economia local, mas o ideal é que esse crescimento no número de ofertas fosse maior e que o salário não retrocedesse na média, especialmente em período de retomada da inflação, em que os preços dos produtos básicos têm alteração quase que diária.

Porém o PIB cresceu 2,50%. E o que esta informação traz para a população é que, apesar de a produção de riquezas em Itaúna ter apresentado crescimento, o salário dos trabalhadores retrocedeu. Mais riquezas e menos distribuição deste ganho, traduzindo os números para simplificar o entendimento. Outra preocupação deve ser no sentido de que, mesmo com aumento do número de vagas oferecidas e crescimento no PIB, ocorreu queda no crescimento do número de empresas, de -2,85%.
Também foi registrado crescimento dos registros de MEI (microempreendedores individuais) da ordem de 22,62%. O Brasil experimentou em 2020 um crescimento de 8,4% neste setor, portanto menos da metade do que mostra o trabalho da Urbam System, edição de 2021. E para constatar esse aumento, basta andar pelas ruas da cidade e ver a quantidade de pequenos empreendimentos que surgiram nos últimos meses: carrinho de lanche (tropeiros, sanduíches, espetinho, macarrão na chapa etc.). São números que devem ser estudados pelas autoridades para que se busque uma solução para os problemas e reforcem também o lado positivo. Um trabalho que poderia ser feito pela Faculdade de Economia da Universidade de Itaúna e que poderia auxiliar no entendimento da real situação. Até quem sabe, aproximar a escola da população que a sedia.

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