AUMENTO: Conta de luz mais cara a partir de hoje

Por Publicado em:22/06/2022 | Atualizado em:29/11/-0001 52
AUMENTO: Conta de luz mais cara a partir de hoje Arquivo/FOLHA

Consumidores residenciais pagarão 5,22% a mais. Empresa informa que há dois anos não tem reajustes nas contas. Em março CEMIG anunciou lucro recorde de R$ 3,75 bilhões.

Alguns dias após a confirmação da terceirização da Eletrobrás, a ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, anunciou reajustes nas bandeiras tarifárias de 64% e autorizou o reajuste nas contas de luz dos mineiros em 5,22% a partir de hoje.

E para anunciar o reajuste para os mineiros, a Cemig pulicou informe em que “lembra” que há dois anos não reajusta as contas de luz no Estado.

Em março, a empresa que é estatal, porém no mesmo sistema da Petrobrás, de economia mista, anunciou lucro recorde de R$ 3.75 bilhões, apontando aumento de 31% em seu lucro líquido.

Bandeiras tarifárias também têm reajustes

Porém, a notícia dos aumentos concedidos pela ANEEL não param aí. A agência do governo federal para gerir o mercado da energia elétrica no País concedeu reajuste para as bandeiras tarifárias que vai de 3,2% a 63,7%, dependendo da “cor” da taxação.

A bandeira tarifárias é aquela cobrança que é aplicada conforme a necessidade de acionar as usinas alternativas às hidrelétricas, para a geração de energia.

Quando a energia é gerada somente a partir das usinas hidrelétricas, como ocorre no momento, com as barragens abastecidas pelas chuvas passadas, a bandeira é verde e não há cobrança extra.

Porém, quando começa a faltar água nas barragens, o governo passa a aplicar as bandeiras. E os reajustes nestes preços a serem cobrados, autorizados pela ANEEL são os seguintes:

- Bandeira amarela: +59,5%, de R$ 18,74 para R$ 29,89 por megawatt-hora (MWh);

- Bandeira vermelha patamar 1: +63,7%, de R$ 39,71 para R$ 65 por megawatt-hora (MWh);

- Bandeira vermelha patamar 2: +3,2%, de R$ 94,92 para R$ 97,95 por megawatt-hora (MWh).

Conforme analistas e críticos ao atual governo, não deverá ocorrer aplicação de bandeiras tarifárias, até as eleições de outubro, “para não gerar perda de votos para o atual governo”, como afirmam os críticos mais ferrenhos.

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