Polícia Civil apreende grande quantidade de droga sintética

Por Publicado em:29/11/2019 | Atualizado em:29/11/2019 285

Em operação montada pela Polícia Civil com participação de policiais da Delegacia de Itaúna, Regional de Divinópolis e Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (DENARC), sediado em Belo Horizonte, foi preso um homem e apreendido grande volume de drogas sintéticas em uma casa situada na Rua Sesóstres Milagres, no Bairro de Lourdes, próximo à Rua José Luiz Guimarães, atrás do alto do Rosário. Conforme o histórico do caso, após informações vindas do DENARC, policiais acompanharam a entrega de encomenda pelos Correios, via Sedex, na casa do Bairro de Lourdes. Logo após a entrega da encomenda, os policiais entraram na residência e questionaram as pessoas presentes no local sobre o conteúdo do pacote que foi entregue. Depois de tentar negar as evidências, foram apreendidas cerca de 500 unidades da droga conhecida como N-Bomb e outros tipos de drogas sintéticas, como Ecstasy e outros itens não identificados. Também foram encontrados no local produtos usados para a produção de loló. Além da droga, foram apreendidos ainda vários documentos em nome de terceiros. 

Na casa, onde existem duas moradias, estavam dois irmãos, um de 33 anos e outro de 28 anos, além da mãe dos dois. Os homens foram levados à Delegacia de Polícia Civil de Itaúna para prestar os devidos esclarecimentos ao delegado. O homem de 33 anos informou que não tem boa relação com seu irmão, de 28 anos, e que nada tinha a ver com o material apreendido. Disse trabalhar como eletricista. A ele foi dado prazo de até 10 dias para que comprove as atividades alegadas e, em seguida, foi liberado. Já o homem de 28 anos, identificado pelas iniciais J.A.M., assumiu a propriedade das drogas e foi imediatamente conduzido à prisão. Um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso, inclusive detectando se as pessoas cujo documentos foram apreendidos na casa do suspeito têm ligação com o tráfico de drogas sintéticas. 

Conforme apuração da reportagem junto à Polícia Civil, a suspeita é de que se trata de ação individual, visto que não foram encontradas, até então, ligações de J.A.M. com outras pessoas para a ação do tráfico. As drogas, conforme apurado, eram vendidas a R$ 20 a unidade, o que leva a crer que os usuários são pessoas de poder aquisitivo mais alto, se comparado ao tráfico de crack, por exemplo. Alguns dos produtos apreendidos ainda não haviam sido identificados pelos policiais e serão encaminhados ao laboratório da PC para definir suas propriedades químicas. 

EM PROTESTO – As autoridades policiais não divulgam mais os nomes e endereço dos suspeitos e muito menos fotos dos acusados e autores de cometimento de crimes, o que, além de dificultar o trabalho da imprensa, penaliza a sociedade, que não fica sabendo a identidade de malfeitores que estão em meio ao convívio com as demais pessoas. A alegação, ancorada na legislação recém-adotada, de que é inviolável a individualidade do cidadão, mesmo que seja um malfeitor, um criminoso, um traficante, um ladrão, por outro lado fere o direito à segurança do cidadão de bem que não tem seus direitos à segurança, à propriedade e muitas vezes o direito à vida respeitados.

Última modificação em Sexta, 29 Novembro 2019 18:04

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