Homem ameaça ex-companheira de morte na frente de policial

Por Publicado em:29/11/2019 | Atualizado em:29/11/2019 301

A ameaça velada foi feita na frente de um policial. O motivo das ameaças seria porque a mulher deixou o filho de um ano com o agressor, que é o pai, por um período e ele não queria devolver a criança. O ocorrido foi registrado na terça-feira, 26, na Rua Silésia Antunes Rinco, no Bairro Morada Nova II. Consta do B.O. que a criança apresentava lesão no pé esquerdo, quando os policiais chegaram para realizar o registro da ocorrência. A mãe da criança relatou que deixou a criança por alguns instantes com o pai, W.H.S., de 25 anos, mas quando voltou para buscá-la ele não queria devolvê-la. Devido ao inchaço no pé esquerdo, a criança foi encaminhada para o posto médico para ser atendida. Consta ainda que o pai tem passagens policiais por tráfico de drogas, segundo o delegado Jorge Melo. A polícia ainda está apurando o caso, mas, de acordo com o delegado, seria pouco provável que a mulher não soubesse que o homem é traficante.
O delegado também informou que a mãe pode vir a ser responsabilizada por ter deixado a criança de 1 ano aos cuidados de uma pessoa que não tem controle emocional, sendo isso uma temeridade. Enquanto era registrado o B.O., W.H.S. fez ameaças de morte à mãe da criança, na frente dos militares. Diante das constatações, o homem foi indiciado pelos crimes de violência contra a mulher, ameaça e omissão de socorro, pelo fato de a criança estar com o pé lesionado. Para não se correr riscos de W.H.S ter a prisão relaxada facilmente, foi fixada uma fiança de R$ 30 mil. Segundo o delegado, a medida foi para que o infrator não saia da prisão e cumpra a ameaça de matar a ex-companheira e/ou a criança. 

Segundo o delegado, as estatísticas de crimes de violência contra a mulher na cidade estão controladas, mas nos últimos dias tem recebido reclamações de falha no atendimento às vítimas. “O juiz dá a medida protetiva, o sujeito volta a perturbar a mulher na casa ou no serviço dela, ela chama a Polícia Militar, porque é no final de semana ou fora de hora, e a PM fala assim: ‘nós não vamos comparecer porque isso é problema de família’. Não tem nada mais que seja problema de família que esteja longe de uma ação penal. Eu vou fazer uma lista de casos como este e vou passar para o comandante”, finalizou o delegado.

Última modificação em Sexta, 29 Novembro 2019 18:05

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