POLÊMICA - Confusão no Funeral da Porca

Por Publicado em:02/08/2019 | Atualizado em:03/08/2019 1310

Cobrança de taxas de aproximadamente R$ 160 mil para a realização da festa causou mal-estar entre autoridade e empresário

Um problema surgido inicialmente por um mal-entendido gerou confusão e causou mal-estar entre o prefeito e um dos empresários responsáveis pela festa Funeral da Porca, programada para acontecer no dia 10 de agosto, no Boulevard Lago Sul, em Itaúna. Conforme informações chegadas à redação, a organização da festa estava caminhando com o apoio do prefeito, porém, no início da semana os organizadores foram informados que havia um custo em taxas e impostos que somados chegavam a R$ 160 mil. Esse valor teria assustado o empresário que, em seguida, contatou o prefeito e se desentendeu com o mesmo, chegando, inclusive, a proferir agressões verbais.

Um grupo de itaunenses e funcionários públicos tiveram de intervir e explicar, primeiro ao empresário, o que estava ocorrendo e quais eram os verdadeiros valores. Depois, ao prefeito, que seria necessário relevar o nervosismo do empresário e que para o Município é importante a realização da festa, que traz faturamento ao comércio e indústria da cidade em tempos de crise. A festa “Funeral da Porca” é detentora da segunda data mais lucrativa para o comércio itaunense e só perde para o Natal. Também que seria necessário contornar o problema para que a festa, “reconhecida” em todo o país e que gera emprego e renda para Itaúna, precisaria contar com o apoio da Prefeitura para ser realizada.

Depois de muitas conversas, envolvendo o vereador e presidente da Câmara, Alexandre Campos, o vice presidente Hudson Bernardes e os vereadores Lucinho de Santanense e Lacimar (Três), empresários, o ex-vereador e presidente da Câmara Silmar Moreira de Faria e outras pessoas, foi elaborado projeto de lei complementar, que “autoriza o Município a conceder isenção tributária à ‘ROINC Produtora’ para realização de evento específico”. Conforme o projeto, os valores a serem isentos chegam a R$ 58.099,55. Como justificativa para o encaminhamento da proposta, o Município explica que “o evento traz para a cidade ocupação máxima de nossa rede hoteleira, é a segunda data do ano com maior arrecadação comercial em Itaúna, estimando-se esse valor em R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) e, também, a geração de 1.500 (um mil e quinhentos) profissionais prestando serviços diretamente à produtora e outros 2.000 (dois mil) indiretamente”.

E completa, informando que, “além do justificado interesse público na isenção em comento, uma vez que a economia local é fomentada com a festividade, a ROINC Produtora se compromete, a título de contrapartida, a arcar com estrutura de palco e som nas festividades cívicas do Dia 7 de Setembro, show e apresentação musical na festa em comemoração ao aniversário de Itaúna do ano de 2019, a ser realizado pela Prefeitura no dia 16 de setembro”. E foi anunciada ainda doação de dois monitores para o CTI do Hospital Manoel Gonçalves, no valor de R$ 25.000,00 cada unidade. O projeto entrou na pauta da reunião extraordinária desta quinta-feira, 1º de agosto.

 

Câmara aprova isenção para a festa

 Na reunião extraordinária de quinta-feira, dia 1º, o projeto de lei do prefeito foi analisado e votado, tendo sido aprovado pela maioria dos vereadores. Uma emenda aditiva foi apresentada pelo vereador Hudson Bernardes, também aprovada pelos edis. A emenda acrescenta a garantia de a empresa beneficiada arcar com os custos da “estrutura de show e apresentação musical,na festa em comemoração ao aniversário de Itaúna do ano de 2019”. E estabelece multa de 658 UFPs (Unidade Fiscal Padrão), caso a Roinc não cumpra a cláusula.

As galerias da Câmara receberam um público diferente do usual com a votação deste projeto, reunindo pessoas que normalmente não comparecem às reuniões. O projeto foi bastante comentado pelos vereadores que, na maioria, justificaram suas posições em relação ao voto. Foram contrários à aprovação as vereadoras Otacília Barbosa e Márcia Cristina e os edis Iago Souza e Alex Artur. Da Lua e Giordane Alberto não votaram, assim como o presidente da Casa, que só vota nos casos de empate. 

Última modificação em Sábado, 03 Agosto 2019 06:54

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