BAFAFÁ NA CÂMARA - Bate-boca começa na terça e quase dá “bate na boca”

Por Publicado em:05/09/2019 | Atualizado em:06/09/2019 734

Vereadora rasga jornal na tribuna. Vereador fala de amantes e outras barbaridades no Legislativo e reunião segue como se nada tivesse acontecido. Depois dá murro em mesa e acaba com reunião do Conselho de Ética

A semana foi marcada no meio político por mais um pastelão promovido por vários vereadores, com destaque para Iago Santiago, o Pranchana Jack, e Otacília Barbosa. Na terça-feira, na reunião ordinária do Legislativo, Otacília Barbosa subiu à tribuna e, em resposta a um jornal da cidade que publicou denúncia contra ela, já arquivada pelo Ministério Público, rasgou exemplar da publicação, denominando-a de “lixo”. Em seguida, disse que está sendo perseguida politicamente e que o jornal estaria atuando no sentido de prejudicá-la, em defesa de verbas públicas que recebe. A reunião seguiu, com falas de outros vereadores.

Passado algum tempo, foi a vez do vereador Iago Souza Santiago, o Pranchana Jack, fazer uso da palavra. De boné, e sem subir à tribuna, ele fez ataques “a uma vereadora” (Otacília), descambando para as questões pessoais: “vereadora que não tem moral nenhuma para me processar”, abordou em sua fala “libertinagem que ela tenha feito com assessores, não abro a boca sem provas”, e reafirmou que “pode processar”. Citou por várias vezes um assessor da vereadora e sugeriu relacionamento afetivo dela com o referido assessor.
Abordando as denúncias que vazaram em áudio, sobre compra de votos para a eleição da mesa, no ano passado, disse que “só não estão respondendo (vereadores, que ele disse serem 3) porque não têm autorização judicial prévia para eu flagrar (sic)”. E voltou ao tema de sua predileção, mais uma vez cutucando Otacília: “se falar que ela namora o amante (sic), ela processa. Não pode falar o óbvio, por mais triste que seja para as mulheres (…) por pessoalidade, por paixonite (…) e não pode falar, mas vamos trazer a verdade à tona”.
Iago também falou que as pessoas o questionam muito e sugeriu que elas (as pessoas) ficassem atentas: “quem tinha os interesses por trás?” (da proposta de compra do voto). Após a sua fala, Otacília pediu ipsis literis (transcrição na íntegra) da fala do vereador, o que possivelmente vai gerar nova ação judicial contra Iago. E a reunião seguiu, com outros vereadores se pronunciando sobre vários temas, nor-mal-men-te…

Hudson questiona comissão processante

Quando se pensava que tinha acabado, o vereador vice-presidente da Mesa, Hudson Bernardes, “colocou mais lenha na fogueira”. Em sua fala, o vereador colocou em xeque o trabalho da comissão processante que atua no caso da apuração da denúncia que culminou com um pedido de cassação do mandato de Lequinho. Disse o vereador que a fala de Maurício Aguiar, quando de seu depoimento à comissão, não foi transcrita como dito. E aí, alertou para “o caso de haver direcionamento”, e que “não podemos aceitar”. Antônio de Miranda, membro da comissão, rebateu, afirmando que “não vou aceitar”, referindo-se à possível transferência da “culpa” por um resultado diferente do esperado recair nos membros da comissão. Lembrou que a ata é feita por uma funcionária da Câmara, isenta, e que é acompanhada pelo procurador-geral do Legislativo. E que para assinar, todos os membros e envolvidos leram a ata e que até então ninguém havia questionado. Coube à Otacília acalmar os ânimos e dizer que o trabalho que está sendo feito é sério. E a reunião continuou…

Iago acaba com reunião da Comissão Processante

Os problemas continuaram na quarta-feira. Durante a reunião da Comissão Processante, quando o vereador Iago Pranchana prestava depoimento, na segunda pergunta feita a ele, deu-se o problema. Pranchana gritou, xingou, deu murro na mesa, falou muita coisa contra a presidente dos trabalhos (Otacília Barbosa), voltando às agressões da véspera, e por pouco o bate-boca não chegou ao bate-na-boca. Coube à advogada Maria Helena, da defesa de Lequinho, colocar “ordem na casa” e “o trem nos trilhos”. Na próxima semana tem mais… para tristeza do cidadão-contribuinte-eleitor, conforme analisou um político itaunense dos tempos passados, ao abordar o assunto com a reportagem.

Última modificação em Sexta, 06 Setembro 2019 14:28

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