CÂMARA - CPI da compra de votos deve parar na Justiça

Por Publicado em:04/10/2019 | Atualizado em:29/11/-0001 522
CPI não deve chegar à votação em plenário. Caminho parece ser a Justiça CPI não deve chegar à votação em plenário. Caminho parece ser a Justiça

Novidades sobre o caso indicam que assunto vai render muitos novos capítulos

Nesta semana foi realizada mais uma sessão da CPI da Compra de Votos, como tem sido nominada a Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada na Câmara para apurar denúncia do vereador Iago Pranchana, quando da disputa da Mesa Diretora no ano passado. O vereador Iago não compareceu e isso motivou reclamação da advogada do vereador Lequinho quanto ao comportamento de Pranchana, que estaria se negando a atender às convocações.

Além desses problemas de andamento, propriamente dito, de todo o processo, a reportagem teve acesso a informações de bastidores que várias inconformidades estão sendo encontradas em todo o encaminhamento, desde a instauração da Comissão. Assim, conforme entendimento de profissionais da área, todo o processo pode ser facilmente contestado na Justiça. “E olha que ainda não se chegou à questão da ‘rachadinha’ levantada pelo denunciante”, alertou um político itaunense que acompanha o desenrolar da CPI à distância.

Dentre problemas apontados no processo, conforme apurou a FOLHA, teria a impossibilidade de participação na comissão de vereadores que se manifestaram anteriormente ao fato, tornando pública sua opinião, como foi o caso do vereador Joel Arruda, que preside a CPI, após renúncia de Otacília, que em 28 de junho postou nas redes sociais que seu voto seria pela “punição máxima, razão pela qual, inclusive, não me colocaram como membro da comissão”.

Hoje ele é presidente da CPI e na sua declaração nas redes sociais informa que, sabia que, ao declarar seu voto, não poderia ser membro da comissão, muito menos presidi-la.

Também se comenta nos bastidores que o vereador Silvano Gomes informou que era credor de Lequinho. Este fato, se comprovado, também o afastaria da comissão. Além desses casos específicos, conforme comentários, vários outros são suficientes para encerrar a CPI. Com todos esses problemas é praticamente certo que o andamento da Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara instaurada para apurar as denúncias de compra de voto será questionado na Justiça nos próximos dias.

E a aposta é de que a intervenção judicial acontecerá.

Compartilhe esta notícia