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CPI DA CÂMARA - Iago nega “rachadinha” e contesta entrevista

Por Publicado em:10/10/2019 | Atualizado em:10/10/2019 717
Vereador afirma em depoimento que tem dificuldade  para expressar e alega “calor do plenário” Vereador afirma em depoimento que tem dificuldade para expressar e alega “calor do plenário”

Segundo o vereador, quando fez as gravações das falas de Lequinho, estava “fazendo um personagem...”.

A Comissão Processante do caso da denúncia de compra de votos para eleição da Mesa da Câmara em 2018, se reuniu na tarde desta quarta-feira, 9 de outubro, quando ouviu o vereador Iago Souza Santiago, o Pranchana, autor dos áudios que têm a fala de Alex Artur (Lequinho), oferecendo a ele dinheiro em troca de o mesmo se ausentar da reunião em que se daria a eleição da Mesa da Câmara. O depoimento do vereador começou com a negativa sobre a possibilidade de existência de “rachadinha” na Câmara de Itaúna. Conforme o vereador, no dia 3 de setembro fez comentários “no calor do plenário” e que não teve a intenção de incriminar ninguém. Iago também negou afirmativas que estariam em entrevista concedida a jornal da cidade, publicada no dia 8 de junho deste ano. 

Conforme Iago, “nem mesmo li a matéria” e ainda afirmou que tem dificuldade de se expressar e que “às vezes o jornal redige a matéria diferente, de acordo com a conveniência” (a referida entrevista foi publicada no semanário S´passo). Sobre outras falas suas, Iago voltou a afirmar que apenas fez a denúncia de uma proposta que teria sido feita a ele. No início de seu depoimento o vereador já teria afirmado que se sentiu mais prejudicado com o caso do que o denunciado (Lequinho). 

Sobre o fato de o procurador-geral do Município, à época, Jardel Araújo, e o assessor jurídico da Câmara, Adailson Santos o acompanharem em depoimento prestado à Polícia Civil em Divinópolis, Iago falou que foi àquela cidade sozinho e que somente depois de já estar na delegacia é que os citados advogados teriam chegado ao local. Disse também que não sabe quem os comunicou e/ou pediu que eles fossem até lá. Pranchana ainda respondeu a outras perguntas, negando algumas afirmações que teriam sido feitas sobre sua atuação no caso. 

Concluindo seu depoimento, Pranchana disse que não se lembrava exatamente das palavras ditas quando da gravação dos áudios e afirmou que o som não estava com boa qualidade, e com muitos chiados. Encerrando, o vereador afirmou que, quando fez as gravações, estava “fazendo um personagem”. 

Defesa de Lequinho deve pedir anulação na Justiça

A reportagem apurou que a defesa do vereador Alex Artur deve entrar com pedido na Justiça, solicitando a anulação de todo o processo já encaminhado na Câmara, apontando para isso várias falhas como já divulgado pela FOLHA.
Problemas com o encaminhamento da denúncia, que teria sido feita de maneira atabalhoada, conforme entendimento da defesa e outros impeditivos que podem estar maculando o processo serão apontados. 

Como divulgado na última edição da FOLHA, o fato de o atual presidente da Comissão Processante, vereador Joel Arruda já ter revelado publicamente seu voto; o fato de membro da mesma comissão alegar ter crédito com o processado (caso seria com o vereador Silvano) e também o fato de Lucinho (outro membro da Comissão), participar de quatro comissões são alguns dos apontamentos que estariam no pedido da defesa para que seja feita a anulação do processo. O pedido deve dar entrada na Justiça nos próximos dias.

Última modificação em Quinta, 10 Outubro 2019 20:19

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