NOVO PRESÍDIO - Cadeia tem 150 presos onde cabem somente 68

Por Publicado em:18/10/2019 | Atualizado em:29/11/-0001 607

Necessidade de construção de nova unidade prisional é defendida

O diretor do Presídio de Itaúna (antiga Cadeia Pública), Weslley de Oliveira Santos, compareceu à Câmara Municipal, na reunião ordinária da terça-feira, 15, para falar sobre a necessidade de se construir uma nova unidade prisional no município e explicar detalhes da proposta aos vereadores, já que o fato se tornou polêmico com a chegada de um projeto à Casa. Weslley iniciou dando números da situação nacional, que conta hoje com cerca de 810 mil presos, sendo a terceira maior população carcerária do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China. Em seguida, lembrou que esta situação é ainda mais grave em Minas Gerais, pois o estado conta com 10 por cento em média desse público, com cerca de 80 mil presos e capacidade instalada para abrigar 39 mil presos. 

Em seguida, passou a demonstrar a situação itaunense, quando lembrou que “em 21 anos de serviço no sistema prisional, a situação mais dramática de onde atuei é a de Itaúna”, afirmou. Conforme o profissional do sistema prisional do Estado, Itaúna conta hoje com 150 presos em média (já teve até 250), em espaço com capacidade para no máximo 68. Weslley explicou a situação de penúria em que se encontra o atual presídio, construído na década de 40 e assumido pelo Estado em 2010. 

Explicou ainda que o projeto pra Itaúna é de uma unidade prisional (presídio) com capacidade para até 306 presos e com toda a estrutura que garanta segurança aos profissionais da área e, principalmente, à população, já que a unidade da Rua Santana será desativada. Após as explicações e apresentação de imagens que mostram a gravidade da situação da atual cadeia, Weslley respondeu a questionamentos de vereadores. 

Retomada da construção 

O diretor do presídio informou ainda aos vereadores que a retomada da construção do presídio aconteceu após reunião acontecida em Itaúna, quando o secretário de Estado de Segurança Pública, Mário Lúcio, esteve junto com a cúpula do setor em Minas, no encontro itaunense promovido pela CDL. Na época, em junho deste ano, lembrou ele, a proposta seria de construção de uma penitenciária com capacidade para 600 presos, o que foi rejeitado pela comunidade.  

Agora, surgiu a oportunidade de construção de um presídio, nos moldes do Estado, com 306 vagas e financiamento através de recursos obtidos junto ao BNDES. Para tanto, foi necessário que o município encaminhasse projeto para a Câmara, revalidando a cessão do terreno ao estado e estabelecendo novo prazo para que a obra seja construída. 

Vários vereadores, ao final da exposição, se manifestaram favoráveis à aprovação da proposta, que deve receber emendas estipulando número máximo de lotação (306 presos) e definindo que a construção deve ser específica de um presídio, eliminando, assim, a possibilidade de se construir uma penitenciária.

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