Fim da linha para Lacimar, o Três

Por Publicado em:10/07/2020 | Atualizado em:10/07/2020 244

Por 16 votos a favor e uma abstenção, o mandato do vereador Lacimar Cesário, o Três, foi cassado em sessão extraordinária ocorrida na quinta-feira, dia 9. Com a decisão, o vereador entra para a história da Casa, negativamente, por ser o primeiro a perder o mandato por decisão dos seus pares. A acusação contra Lacimar é a de ele ter cometido “rachadinha”, exigindo devolução de parte do salário de uma assessora, o que, dizem, outros edis cometem. Mas os outros não vêm ao caso. Algumas pessoas avaliam a cassação de Lacimar mais como uma resposta à sociedade, na tentativa de reerguer a imagem do Legislativo itaunense, do que pelo crime a ele apontado. O suplente, Aladim Pereira da Costa, foi empossado na vaga deixada por Lacimar na tarde de ontem, sexta-feira, 10. 

Em sessão realizada na tarde da quinta-feira, 9, foi concluído na Câmara o processo de cassação do vereador Lacimar Cesário, o Três, que acabou perdendo o mandato por 16 votos favoráveis e uma abstenção. No processo foram convocados três suplentes devido aos impedimentos do vereador acusado, Lacimar Cesário, e da vereadora Otacília Barbosa, cujo ex-assessor foi o autor da denúncia que culminou com a cassação. A vereadora Gláucia Santiago não compareceu por problemas médicos. Assim, assumiram seus lugares os suplentes Pedro Paulo Pinto, Leonardo Rosemburg, o Léo Bala e Francis Saldanha, respectivamente. A defesa de Lacimar foi feita pelo advogado Peter Gabriel Gonçalves Andrade.

O vereador foi acusado pelo ex-assessor da vereadora Otacília Barbosa, Thiago Anníbal, do crime de “rachadinha” (repasse de parte da remuneração de assessores ao político contratante). O processo foi rápido, diferente de outros episódios do Legislativo itaunense, como no caso da acusação contra o vereador Alex Artur (o Lequinho), que foi interrompido por ação judicial e, no dito popular, “terminou em pizza”. Mesmo antes da votação, a opinião da maioria das pessoas era de que Lacimar seria cassado “até porque a Câmara precisa dar um exemplo, depois de tanta coisa errada nos últimos tempos”, como afirmou um cidadão à reportagem.
O único vereador que não votou pela cassação e se absteve foi o ex-vice-prefeito e vereador por vários mandatos Pedro Paulo Pinto. Ele é o segundo suplente na coligação do vereador cassado e foi convocado para a sessão porque o primeiro suplente, Aladim, que deve assumir a vaga de Lacimar, chegou atrasado à Câmara e não pôde participar da sessão. A Mesa da Câmara vai expedir o decreto que cassa o vereador e comunicar o fato à Justiça Eleitoral. A posse do suplente será marcada.

Ouvido pela reportagem, o advogado do vereador cassado, Peter Gabriel, afirmou que medidas judiciais já estão sendo preparadas contra a decisão do plenário, que, em sua visão, tem problemas técnicos e estruturais que comprometem a legalidade do rito. Acrescentou que a derrota em plenário era esperada em razão da situação do Legislativo itaunense, que precisava dar satisfações para a sociedade em virtude do desgaste da imagem do Poder perante o povo. Tendo escolhido o vereador Lacimar como “bode expiatório”.

Última modificação em Sexta, 10 Julho 2020 18:56

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