Distribuição de Vagas - Como foram os partidos na eleição para a Câmara

Por Publicado em:21/11/2020 | Atualizado em:20/11/2020 159

Até a última eleição, apenas os partidos que conseguiam alcançar o quociente eleitoral, que é o resultado da divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras a ser preenchido, compunham a Câmara. Neste ano, com os 47.331 votos apurados para vereador, o quociente eleitoral ficou em 2.784 votos. Assim, apenas 8 partidos fizeram esse quantitativo de votos em 2020: PSC, com 7.180 votos; PDT, com 6.600; PSD, 6.393; Patriota, 5.205; PL, 3.330; DEM, 3.059; PV, 2.876; e Avante, com 2.791. Pelas regras antigas, esses partidos preencheriam as 17 vagas. Como mudou a regra, eles preencheram, de forma direta, pelo quociente partidário, 11 vagas.
As outras 6 vagas foram preenchidas pelo critério de distribuição das sobras. Para essa disputa das sobras, os candidatos ainda teriam que preencher mais um critério que é obter pelo menos 10% dos votos do quociente partidário, que foi um total de 278 votos. Assim, das seis vagas além daqueles partidos que fizeram eleitos de forma direta, outros partidos que não alcançaram o quociente eleitoral também conseguiram emplacar representantes. O PDT, o PSD, Patriota e o PSC conseguiram um vereador a mais, além daqueles que elegeram de forma direta. E o PSL e o Podemos só conseguiram uma cadeira cada, pelo critério das sobras.

A situação de cada eleito

O Cartório Eleitoral encaminhou ata da apuração à imprensa em que informa a situação de cada um dos eleitos, classificando os “Eleitos por QP” (Quociente Partidário, que são aquela vagas conseguidas porque o partido alcançou esse quociente) e os “Eleitos pela Média” (que são aqueles que conseguiram as cadeiras devido à média calculada para a ocupação das sobras de vagas).
Assim, foram eleitos pelo Quociente Partidário os seguintes vereadores: Antônio Da Lua, o mais votado, com 1.709 votos, pelo PL; Antônio de Miranda, 1.528, PSC; Joselito, 1.084, PDT; Edênia Alcântara, 843, PDT; Gustavo Dornas, 729, Patriota; Kaio Guimarães, 651, PSC; Gleisinho, 640, PSD; Lucinho, 610, PSD; Alexandre Campos, 575, DEM; Fares Neto, 490, PV; e Carol Faria, 441, Avante. Pela média foram eleitos: Silvano, 726 votos, do PDT; Márcia Cristina, 634 votos, Patriota; Lacimar Cezário, 572, do PSD; Tidinho, 552 votos, PSC; Ener Moreira, 305 votos, pelo PSL; e Léo Santos, 293 votos, pelo PODE(MOS).

Curiosidade eleitoral

A eleição itaunense não deixou de ter, também, fatos curiosos, como a definição da vaga pela idade dos candidatos concorrentes. Os candidatos do PV – Partido Verde, Fares Neto e Giordane Alberto, conseguiram o mesmo quantitativo de votos: 490, cada. Aí, o médico Fares Neto, que nasceu em 29 de outubro de 1950, portanto com 70 anos, ficou com a vaga. Giordane Alberto, que é vereador atualmente e é apoiado pela Igreja Universal, que nasceu em 10 de fevereiro de 1977, ficou na suplência.

Quem não volta à Câmara?

A vereadora Gláucia Santiago, do PL, não volta à Câmara mas vai ocupar o posto de vice-prefeita de Itaúna, sendo a primeira mulher a ocupar um posto no Executivo itaunense, ao ver a chapa que compôs com Neider Moreira vencer as eleições. Márcio Pinto e Otacília Barbosa, que disputaram a vaga de prefeito e foram derrotados, também não retornam. Outro que fica fora é Iago Santiago, o Pranchana Jack, que não disputou as eleições.
Foram derrotados nas urnas os vereadores Anselmo Fabiano, PDT, com 495 votos; Hudson Bernardes, PSD, 494 votos; Giordane Alberto, PV, 490 votos; Joel Arruda, PL, 389 votos: e Alex Artur, Lequinho, com 318 votos. Alguns ex-vereadores tentaram novamente uma vaga na Câmara e não conseguiram os votos suficientes, como Jason Vidal, Vicente Gabriel, Mirinho, Edio Gonçalves e Palmira Feliciano.

Situação X Oposição no próximo mandato

Levando em consideração a questão partidária, a distribuição de forças políticas na Câmara estará equilibrada. Porém, conforme analistas políticos, não será difícil para o prefeito conseguir ampla maioria na Casa, considerando os nomes dos eleitos, já que no grupo de oposição estarão vereadores que apoiaram o prefeito durante quase todo o mandato e alguns novatos que têm ligação com o prefeito, casos de Da Lua e Fares Neto, respectivamente. Os novatos Tidinho e Ener, ainda falando da teórica oposição, não se sabe ainda como serão suas posturas, diferente do também novato Kaio Guimarães, que, apesar de ter ocupado cargo comissionado na Prefeitura, saiu de lá por discordar de contratação de empreiteira para realização de obras de asfaltamento, acusando a administração.
Mas sem levar em consideração esses pormenores, a situação conta com os três vereadores do PDT (Joselito, Edênia e Silvano), os três do PSD (Gleisinho, Lucinho e Lacimar), além de Alexandre Campos, DEM (que até esteve na oposição por curto período, mas, ao ser eleito presidente da Mesa Diretora, retornou à base situacionista), Carol Faria, do Avante, partido da coligação do prefeito, e, finalmente, Gustavo Dornas, eleito pelo Patriotas, que tem muita ligação com o prefeito reeleito, inclusive tendo ocupado a Secretaria de Esportes da atual administração.
Pelo lado oposicionista, estão Márcia Cristina, Patriota, que esteve na oposição todo o mandato e deve continuar; Kaio Guimarães, Tidinho e Tõezinho, todos do PSC; Erner, do PSL, partido do candidato derrotado Márcio Pinto, que foi situação quase todo o mandato de Neider e só passou à oposição quando decidiu se candidatar; Leo Santos, do PODE, partido que coligou-se na chapa de Marcinho, e, finalmente, Fares Neto, do PV, que é médico e tem bom relacionamento com o atual prefeito. Assim, apesar da construção partidária, a expectativa das pessoas que acompanham o dia a dia político de Itaúna é de que o prefeito não terá muito trabalho com esta Câmara.

Última modificação em Sexta, 20 Novembro 2020 17:49

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