A previdência e muitas opiniões

Por Publicado em:12/07/2019 | Atualizado em:29/11/-0001 1390

Como sabem as pessoas que comigo convivem, sou contra a reforma da previdência proposta pelo atual governo, assim como fui contra as reformas propostas anteriormente por outros governantes. Isso porque não se propõe a reforma, que é necessária, com seriedade, mas só e tão-somente para conseguir economizar dinheiro para que o governo (ou seja, os governantes) possa continuar fazendo a farra que sempre fez com o nosso dinheiro. A falácia de que o País vai quebrar se a reforma não for realizada é nada mais que um apelo emocional feito aos incautos para que eles apoiem as medidas propostas. Caso desejassem, mesmo, economizar nos gastos públicos, poderiam reduzir as despesas desnecessárias com as mordomias que são repartidas em vários setores do governo e dos poderes Legislativo e Judiciário (em todas as suas ramificações e apêndices). A reforma proposta mais uma vez não mexe nas mordomias que continuarão existindo para os militares da área federal (já que os militares dos estados continuam a receber a ninharia de sempre), para os juízes, promotores, desembargadores, deputados, “aspones” dos três poderes e por aí afora. O direito de se aposentar com o salário integral será mantido aos militares e não aos professores e trabalhadores comuns, para ficar só em uma discrepância da reforma. A pensão que é paga aos dependentes dos contribuintes vai sofrer redução, mas a aquisição dos camarões, vinhos, queijos importados para os ministros permanecem... 

Se quisessem mesmo fazer economia, os nossos queridos políticos poderiam atuar reduzindo pela metade os seus salários. Para se ter uma ideia da verdadeira sacanagem que estão fazendo com os trabalhadores, que vão pagar a conta da incompetência e abusos dos nossos políticos, hoje temos 5.570 Câmaras municipais, 56.810 vereadores, 11.140 prefeitos e vices, 27 câmaras estaduais com 1.024 deputados estaduais, 54 governadores e vices, 1 câmara federal com 513 deputados federais, 81 senadores, mais o presidente e o vice. São 69.651 políticos em mandatos. Isso consome a bagatela de mais ou menos R$ 7 bilhões ao mês. Em um ano são R$ 84 bilhões. Ao final de 10 anos serão gastos (isso sem os reajustes que eles não esquecem nunca de se dar) R$ 840 bilhões. Ou seja, a economia que será feita no lombo dos trabalhadores, prevista para cerca de R$ 1 trilhão, será gasta com pagamentos aos políticos. E tem muito cidadão “de bem”, como costumam se rotular, batendo palmas para essa sacanagem. Por essas e outras é que comentei na minha conta do Facebook que os deputados que aprovam uma coisa dessas são mesmo uns filhos da ...., sem ofensa às moças que trabalham no mercado do sexo. E para completar a informação, o Congresso brasileiro é o segundo mais caro do mundo, abaixo apenas do Congresso americano.

Direita X esquerda nada mais é que...

Opção que se deve fazer ao chegar a uma encruzilhada. Isso mesmo, pois país em que 13 milhões de pessoas estão desempregadas, que o salário de quem trabalha só vai até, no máximo, a metade da segunda quinzena do mês, em que a saúde é um caos, a segurança pública uma calamidade... discutir ideologia política é coisa de quem não tem muito o que fazer. Tenho ouvido, visto e lido muitas manifestações no dia a dia em que as pessoas rotulam umas às outras como sendo “de direita” ou “de esquerda”, como se isso resolvesse alguma coisa nas suas vidas. E essa discussão meio idiota é que tem colocado as pessoas a favor ou contra as questões que nos são colocadas pelos administradores. Se a proposta é do político “de esquerda” eu sou contra e se é “da direita”, sou a favor, e vice versa. Enquanto isso a situação de vida da maioria da população brasileira vai se agravando, visto que os temas não são debatidos, questionados ou apoiados pelo que eles representam em sua essência, mas, sim, pela coloração pseudoideológica do político de plantão. Pseudo porque eles não sabem e não se importam em querer saber de que lado do matiz político estão, mas, sim, se vão ser atendidos seus interesses pessoais.

Candidatura sem projeto não é nada

Um grande número de pessoas está se colocando na condição de pré-candidato nas próximas eleições. Tanto para a Câmara quanto para a Prefeitura. Mas são só nomes, porque nenhum deles ainda colocou um projeto de cidade para ser discutido. Tudo fica no âmbito do projeto pessoal, de poder político apenas. Pelo menos até o momento. Pobre Itaúna...


* Sérgio Cunha é jornalista profissional, pós-graduado em Gestão em Processo de Produção Gráfica, especialista em Marketing Político e Comunicação Pública .

Avalie este item
(0 votos)

Compartilhe esta notícia

Sérgio Cunha

Sérgio Cunha é jornalista profissional, pós-graduado em Gestão em Processo de Produção Gráfica, especialista em Marketing Político e Comunicação Pública e mestrando em Gestão e Auditoria Ambiental.