Êta Brasil “véio” sem “portera”

Por Publicado em:03/12/2021 | Atualizado em:29/11/-0001 238

O Brasil, como dizia Millôr Fernandes, tem um belo passado pela frente. A cada dia, a política e os políticos vivem um processo de marcha à ré, à procura de seu destino no passado. Com o capitão genocida, parece que atingimos o mais profundo lugar das iniquidades de nossa história. Jamais foi possível imaginar que tal figura fosse ocupar a Presidência da República! Um cidadão desprovido de qualquer senso do que poderíamos chamar de humanidade!
Diante dessa realidade, o que se apresenta para nosso futuro? Ora, a dualidade Lula/Bolsonaro! Um país com essas perspectivas não pode sonhar em ser uma nação condizente com o século XXI.
Depois dos papelões do capitão na Europa e no Oriente Médio, lá se foi o Lula por um périplo à Europa (quem pagou?), ser recebido por políticos e autoridades no seu papel anti-bolsonarista. Aí acontece o absurdo dos absurdos: numa entrevista ao jornal El País, de Madri, o ex-presidente, mostrando que não aprendeu nada e nem esqueceu nada, defende o seu amigo Daniel Ortega, o ditador “benemérito” da Nicarágua. Ora, defender seu amigo está bem, gosto é gosto! Mas o incrível é que Lula compara o governo da Nicarágua com o de Ângela Merkel, da Alemanha.

O homem, que desde sempre viveu de política, não consegue diferenciar um regime parlamentarista de uma ditadura assassina. Ele tem o desplante de perguntar à repórter “por que Ângela Merkel pode ficar 16 anos no poder, na Alemanha, e Ortega não pode ficar por 14 no poder da Nicarágua?”. Como um cara pode defender uma coisa dessas e se dizer democrata, e quer voltar à presidência do Brasil? E o pior é que corremos esse risco. O povo brasileiro não tem desculpa, as palavras têm sentido e servem para expressar pensamentos. Bolsonaro sempre disse o que é e o que pensa, jamais mentiu sobre isso. Lula sempre defendeu ditaduras (Cuba, Venezuela e Nicarágua). É interessante frisar que Lula defende Ortega, homem que mandou prender seus adversários e venceu uma farsa de eleição.
Nesse caso, ele não poderia acusar Sérgio Moro de mandar prendê-lo, para retirá-lo das eleições de 2018, deixando o caminho livre para a vitória de Bolsonaro. Essa é a contradição lulopetista! Se os brasileiros embarcarem nessas canoas furadas é porque querem. Quando vamos nos livrar do complexo de vira-latas e nos curar de nosso crônico masoquismo?

E lá na turma da terceira via está um verdadeiro “saco de gatos”, com suas fogueiras das vaidades, numa impressionante autofagia, não conseguem superar seus interesses em torno de um projeto nacional, um caminho para nos livrar dessa dupla diabólica (Lula/Bolsonaro), que teima em ambicionar o comando do País. E pior, agora surge o Sérgio Moro, um ex-juiz que não respeita a lei, pretendendo ser a terceira via, mas não passa de um Bolsonaro com diploma. Neste desgraçado País, tudo pode acontecer! Socorro, parem a Terra que eu quero descer!!!
P.S.: Dias atrás, no cercadinho do Alvorada, Bolsonaro, conversando com seus fanáticos sobre a nova variante da Covid-19, ouviu um cidadão lhe perguntando se ele iria suspender os voos dos países africanos onde surgiram as cepas. A resposta do capitão foi agressiva, perguntando se o cara estava louco, e que não iria fechar aeroporto nenhum. Só que o capitão se esqueceu de um detalhe: ele não manda no governo, pois logo na tarde desse mesmo dia, o ministro do Gabinete Civil, Ciro Nogueira, conforme indicação da Anvisa, mandou suspender voos de quatro países africanos, e no outro dia, mais dois. Bolsonaro tinha esquecido que entregou o governo ao Centrão...

José Simonini Filho

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