Doe uma garrafinha de água

Doe uma garrafinha de água
Imagem: Wesley Santos/Reprodução UOL

Há situações tão excruciantes que nenhuma palavra é capaz de reconhecer com justiça a dor envolvida e os inúmeros seres humanos dedicados a amainá-la.

A tragédia das chuvas no Rio Grande do Sul, em curso, só tem um precedente no registro histórico da nação brasileira: foi no Rio de Janeiro, em 1966. E mesmo assim, menor.

Peguei-me, envergonhado de mim mesmo, pensando que nada que eu fizesse pudesse realmente ajudar – já que tanta gente estava ajudando com muito mais. Cai na realidade que se eu enviasse sequer uma mera garrafinha de água mineral, por meio das inúmeras iniciativas existentes, eu poderia me somar a milhões de pessoas que talvez fizessem o mesmo. É simples, mas já mataria a sede de famílias inteiras.

Hoje, nenhuma expressão da língua portuguesa será capaz de expressar o que nosso povo está sofrendo no sul. Nenhuma palavra será o suficiente para abordar o assunto ou os heróis anônimos que nele trabalham.

Hoje, deixo minha dor, minha solidariedade, um pedido para que você doe ao menos uma garrafinha de água mineral e um vazio. Assim como é o vazio que esta tragédia trouxe.

Imagem: Wesley Santos/Reprodução UOL