Governo propõe novas ações para ampliar imunização da comunidade

Governos municipais precisam “sair da mesmice” e buscar novas ações para chegar à população das periferias

Governo propõe novas ações para ampliar imunização da comunidade
Foto: Divulgação/Agência Minas/Ênio Modesto

Neste ano, conforme divulgação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais – SES-MG, entre janeiro e julho, foram registrados no estado 144 casos de catapora (varicela), com um óbito de criança menor de 10 anos. No ano passado, não foram registradas mortes nessa situação, mas houve o registro de 587 casos da doença. Em relação à meningite, em 2024 já foram registrados 100 casos da doença e 11 mortes de crianças menores de 10 anos. Se, por um lado, a questão do negacionismo dos antivacina pode ter influência, é preciso analisar também a responsabilidade de todos os entes públicos e a necessidade de criatividade na expansão da vacinação a todos os públicos.

 “Não basta oferecer a vacina nas unidades de saúde. Em tempos em que debates político-ideológicos atuam no convencimento de que não é necessário vacinar, as autoridades públicas precisam ir além e criar mais oportunidades de conhecimento e de acesso à vacina”, conforme depoimentos de profissionais das áreas de saúde e de comunicação. E, nesse caminho, alguns municípios mineiros estão inovando. 

Passos, no Sudoeste de Minas, por exemplo, vai promover vacinação em praças creches, escolas e empresas. Conforme a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Regional de Saúde de Passos, Paula Fabiana Tavares, além de facilitar o acesso às vacinas, as equipes de saúde também estão focadas em conscientizar a população sobre a importância da vacinação. “Precisamos sensibilizar pais, responsáveis, adultos e idosos sobre a importância de se imunizar contra doenças que são preveníveis”, afirma. Outros municípios têm apresentado alternativas que levem ao aumento do índice de imunização da comunidade.

Itaúna, com baixos índices, precisa ampliar alcance 

Em Itaúna, assim como na quase totalidade dos municípios mineiros, o índice de cobertura vacinal está baixo. É preciso que o setor de saúde, em parceria com a área da comunicação, busque alternativas para ampliar a cobertura da vacinação, principalmente para as crianças com idade até 10 anos. “Não basta divulgar pelas redes sociais que tem vacina nos postos, é necessário ir atrás das pessoas, principalmente nas periferias. Ações como se fazia antes, com o pessoal dos PSFs indo às casas, conscientizando as famílias, realização de mutirões em praças, conscientização nas escolas, são caminhos que podem ser utilizados”, aponta um profissional da área da saúde. “O que não pode é ficar acomodado, esperando a doença chegar. E o que não deve é agir como se a oferta da vacina nos postos seja a única obrigação do poder público”, concluiu.