O caminho para Itaúna ter mais deputados: no plural

O caminho para Itaúna ter mais deputados: no plural

Como um entendimento aprofundado da tomada de decisão do eleitor itaunense pode melhorar a qualidade de vida na cidade? A resposta é uma lista longa. Mas gostaria de começar pelo simples fato de que isso aproximará todo itaunense, independemente de ideologia, de uma Itaúna muito mais desenvolvida, com maior qualidade de vida e menos problemas gritantes. Por quê? Em razão de este conhecimento ajudar a aumentar o número de deputados federais e estaduais que a cidade pode ter, a projeção estadual e nacional de seus vereadores, o fortalecimento e o aumento crescente da qualidade de seus governantes. E isso ocorrer, cada vez mais, em razão de eleições aglutinadoras e promotoras de políticas públicas, em lugar de segregacionismo e fisiologismo. Parece bonito no papel, certo? Mas sabemos que a realidade não funciona bem redondinha assim, quando cada eleitor (e não apenas a caricatura do político tradicional) está pensando no próprio interesse. A boa notícia é que: mais uma vez, decifrar e sistematizar a tomada de decisão eleitoral pode ajudar muito a tornar o sonho em realidade.

Nenhum estudo mudará a forma como o eleitor faz sua escolha no cardápio eleitoral. Na hora da fome, o ser humano de uma maneira geral não escolhe a comida mais saudável. Mas a que lhe parece mais apetitosa. Mesmo assim, é possível incrementar a qualidade na maneira com que as opções são apresentadas. Pratos de alta qualidade, que antes não faziam parte do pedido, podem passar a ocupar a preferência. E o efeito será em cascata. Aumente o nível de um competidor olímpico e todos os demais farão uma revisão no seu método de treinamento.

No caso da política municipal, este incremento de força que desse entendimento, capaz de atrais mais votos, não está relacionado necessariamente à nobreza de conteúdo que o candidato apresenta. Sabemos que há muito político fisiológico e patrimonialista que é articulado. Contudo, esta ferramenta de aprendizado eleitoral é exatamente o poder de gente muito preparada e nobre afiar melhor sua espada de combate eleitoral, por meio do entendimento da cabeça e do perfil do eleitor itaunense.

Este eleitor clama por uma prainha sem enchentes, um bom atendimento hospitalar para todos, um escoamento de esgoto e um tratamento de água generalizados, uma cidade com opções de lazer e educação acessíveis e de qualidade. Contudo, a vontade legítima deste votante sucumbe ao problema da ação coletiva que atinge a ideia de democracia no mundo inteiro.

Larry Bartels e Chris Achen mostram isso claramente no belo livro, fruto de anos de pesquisa, “Democracia para Realistas”. Eles demonstram que coletivamente, a decisão eleitoral não ocorre em razão dos programas de governo ou da política pública que o candidato prometeu. A escolha não é racional. O que elege não é uma massa aleatória de eleitores. São alianças entre grupos da sociedade que inspira as pessoas a agirem junto a seus mais próximos. Em vez de escolher candidatos em razão de uma questão, o votante tende a escolher o candidato e depois avaliar quais questões este candidato endereçará. 

Assim, antes de todo e qualquer político da cidade, independentemente de partido e lado ideológico pensar nas responsabilidades que a lei incumbe aos cargos já eleitos – há a oportunidade poderosa de se ter mais conhecimento e previsibilidade sobre o processo eleitoral.  Isso ajudará Itaúna a ter deputados federais e estaduais com mais probabilidade. O que aumentará a qualidade do governo municipal na Câmara e na Prefeitura. E por fim ainda elevará a chance de voltarmos a ter itaunense ocupando Ministério de Estado em Brasília, como fez nosso ilustre Oscar Dias Corrêa em 1985.

Há um enorme espaço inexplorado para crescimento político na cidade. Equilibrar orçamento municipal, com uma governança eficiente da máquina pública, atrair investimentos, restaurar legados a serem replicados em grandes assuntos de interesse público, como Saúde, Educação, Meio-Ambiente, Cultura, Esporte e por fim, ter força suficiente e recurso para entregar isso ao povo da cidade – tudo isso é uma engrenagem que começa com quem melhor atualizar seus conhecimentos sobre o voto do eleitor itaunense. E, assim, ajudar o eleitor itaunense a superar o grande problema da ação coletiva na democracia da vida real.