Para 41,7% do setor alimentício, período da Páscoa vai ter “vendas robustas”

Para 41,7% do setor alimentício, período da Páscoa vai ter “vendas robustas”

O Fecomércio-MG publicou pesquisa no último dia 25, terça-feira, com as expectativas do comércio varejista do setor alimentício mineiro para o período de vendas da Páscoa, que compreende de 27 de março até o dia 16 de abril deste ano. E o resultado aponta que 41,7% dos entrevistados apostam em “vendas robustas” para o período no setor. O gasto médio por consumidor deve girar em torno dos valores de R$ 70 a R$ 100, conforme a mesma pesquisa que foi realizada pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG.

Também apurou a pesquisa que 39,9% dos entrevistados responderam que acreditam em um faturamento superior ao que foi apurado em 2024, apontando, assim, um cenário de crescimento e prosperidade para o setor, conforme a divulgação da Fecomércio-MG. Para 47,0% das empresas afetadas pela data, os resultados das vendas devem ser semelhantes aos de 2024 e outras 11,9% esperam por resultados piores. Para 55% das empresas do ramo alimentício, a Páscoa não tem impacto nas vendas, conforme complementou a divulgação da entidade.

Também foi informado que a pesquisa “ouviu 374 empresas, entre os dias 10 e 20 de março, sendo cerca de 37 em cada região de planejamento – Alto Paranaíba, Central, Centro-Oeste, Jequitinhonha-Mucuri, Zona da Mata, Noroeste, Norte, Rio Doce, Sul e Triângulo.  As regiões com maior impacto positivo nas vendas, conforme a pesquisa, são, nesta ordem: Sul, Zona da Mata, Jequitinhonha-Mucuri e Central”.

Na região Centro-Oeste, 36,6% apontam que 

o período influencia 

suas vendas

O Centro-Oeste ficou em uma posição intermediária, quando 36,6% dos entrevistados apontaram que a Páscoa influencia positivamente nos seus negócios. Outros 63,4% disseram que o período não tem influência nos seus resultados. A pior expectativa está na região Noroeste do estado, onde 29,7% apenas dos entrevistados apostam na influência positiva para o período.

Também analisa os estudos que os principais motivos para a boa expectativa de vendas citados pelos estabelecimentos foram: valor afetivo da data (49,3%), otimismo/esperança (37,3%) e aquecimento do comércio (20,9%). Já os comerciantes que não estão otimistas com a Páscoa citam valor alto dos produtos (55,0%), crise econômica (30,0%) e endividamento do consumidor como principais motivos para um desempenho negativo nas vendas.

Na data de realização da pesquisa, 72,4% dos estabelecimentos já haviam iniciado as vendas e a estimativa é de que os ovos de Páscoa, as caixas de chocolate e barras, nesta ordem, serão os itens com mais saída. Para 82,7% dos comerciantes, o consumidor prefere fazer as compras na semana de Páscoa, sendo que 42,3% observam que o cliente, às vezes, faz pesquisa de preço e 28,8% avaliam que os clientes pesquisam sempre.

Conforme 22,5% dos empresários ouvidos, o gasto médio por cliente deve variar entre R$ 70,00 e R$ 100,00; para outros 21,04%, o ticket médio deve ficar entre R$ 100,00 e R$ 200,00.  O cartão de crédito parcelado, cartão de crédito à vista e pix foram mencionados como as principais formas de pagamento que os comerciantes acham que os clientes vão usar.

Propaganda é o melhor caminho para aumentar as vendas

As ações para impulsionar as vendas incluem propagandas (36,9%), garantir um atendimento diferenciado (36,3%) e promoções e liquidações (25%). Já 13,7% das lojas estão optando por não adotar qualquer ação para alavancar suas vendas. Gabriela Martins, economista da Fecomércio-MG, destaca que a Páscoa de 2025 tem expectativas promissoras sendo importante data para o comércio varejista de alimentos no estado de Minas Gerais. “Notamos que este ano mais empresas esperam ser impactadas. Além disso, há uma perspectiva de vendas melhores do que no ano passado mesmo com o valor alto dos produtos. Observamos que os empresários pretendem vender mais ovos de Páscoa, resultado diferente de 2024, ano em que as expectativas de maiores vendas estavam atreladas às caixas de bombons, itens que normalmente possuem menor ticket médio. O valor afetivo da data e a disponibilidade de gastos do consumidor, mesmo que por meio do cartão de crédito parcelado, também se destacam como fatores que corroboram a expectativa de um aumento significativo para o período”, explicou a economista. (Com informações da FECOMÉRCIO MG)